O gerente-executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, calculou na semana passada que a crise atual pela qual passa o País já é mais grave e dura um período mais longo de tempo do que a de 2008. "A crise de 2008 foi externa, do setor financeiro, que repercutiu fortemente aqui, mas com ações da política econômica, conseguiu dar fôlego ao consumo", comparou. Já a turbulência atual, conforme o técnico da CNI, é de origem interna e de natureza fiscal, que se soma à dificuldade de competitividade do País. Segundo ele, as medidas de liquidez adotadas em 2009 pelo governo se mostraram eficazes e foram anticíclicas. "O problema foi continuar com elas mesmo depois que a economia já tinha recuperado", avaliou, reforçando um quadro de análise de que a crise atual foi gerada por problemas que o próprio governo criou no passado. Os dados mais recentes do Produto Interno Bruto também divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam, de acordo com Castelo Branco, que o governo tem encontrado dificuldade em promover uma saída para a crise. "O PIB veio levemente pior do que o esperado pela maior parte do mercado, mas não surpreendeu", disse. O gerente da CNI destacou ainda que o dólar tem mostrado grande sensibilidade ao ambiente político. "Com ventos políticos, o dólar se transforma. E temos tido ventos políticos de todas as direções", considerou. Segundo ele, o patamar mais próximo de R$ 4,00 do ponto de vista da competitividade favorece os produtos brasileiros. "É uma desvalorização de quase 50% em relação a alguns anos", comparou. O dólar é uma das variáveis que faz com que o setor externo se ajuste neste momento à nova realidade econômica do País. "É perverso, porque a recessão ajuda a comprimir as importações, mas muda o preço relativo", ressaltou. A chegada de 2016 é vista pela CNI, conforme o economista, com "muita apreensão". "Os problemas de 2014 não foram solucionados em 2015. Aliás, muitos deles se agravaram este ano, como a questão fiscal", enfatizou. "Vamos começar 2016 com todas as dificuldades presentes de 2015, o que significaria dizer uma economia em recessão", complementou Castelo Branco. (Fonte: Estado de Minas)
Publicações relacionadas
Entre pais que inspiraram filhos e filhos que abriram caminho para os pais, histórias de famílias ligadas ao mercado imobiliário revelam relações que vão muito além do trabalho
Conselho Jurídico da CBIC debate industrialização, desafios regulatórios, relações de trabalho e medidas para ampliar a segurança jurídica e a produtividade do setor.
Com população idosa em crescimento acelerado, incorporadoras investem em soluções que unem acessibilidade, autonomia e design para atender ao público 60+
Contribuindo com a qualificação urbana de Goiânia, Sousa Andrade Construtora participou do Programa Adote uma Praça, promovendo intervenções de paisagismo, acessibilidade, iluminação e infraestrutura