O mercado imobiliário nacional teve em julho, agosto e setembro de 2019, mais da metade do número de vendas de imóveis referentes ao Minha Casa Minha Vida (MCMV), somando 50,7%. Todos os outros padrões de imóveis representaram 49,3% das vendas, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que divulgou nesta segunda-feira (25), a mais recente rodada dos Indicadores Imobiliários Nacionais. Outro dado relevante apontado é que cresceu de 45,9% para 56,9% a representatividade de imóveis do MCMV sobre o total de lançamentos em relação aos demais padrões imobiliários, comparando os terceiros trimestres de 2018 e 2019.
A constatação foi feita pelo presidente da CBIC, José Carlos Martins, e pelo vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC e economista-chefe do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci. No estudo Indicadores Imobiliários Nacionais, realizado pela CBIC e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), foram analisados dados de 17 das maiores cidades brasileiras e as regiões metropolitanas de 10 capitais.
“O mercado está em um grande momento e poderá ficar ainda melhor. As taxas de juros a 5%, com tendência a cair, é o maior estímulo para o setor. Estamos otimistas, mas alertas ao mercado para baixa renda, provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para que não haja desvio na condução desse dinheiro”, afirmou Martins. O presidente da CBIC afirmou ainda que “a expectativa é que os créditos para o MCMV se perenizem, devido à importância desse nicho para o mercado imobiliário e para a economia do País”.
O número de lançamentos de imóveis residenciais subiu 23,9% no Brasil no terceiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado. Também foi registrada alta de 4,1% em comparação com o segundo trimestre deste ano.
Com 31,4% mais vendas de apartamentos e casas, o Sudeste lidera a lista. Foram compradas 18.687 unidades habitacionais em julho, agosto e setembro deste ano, contra 14.219 no mesmo período do ano passado, conforme a amostragem. O Norte cresceu 19,4%.
No Centro-Oeste, a amostragem apontou aumento de 78%: 7.483 lançamentos entre janeiro e setembro de 2019 contra 4.187 no período equivalente em 2018. As construtoras da região entregaram 2.236 novas unidades no terceiro trimestre deste ano, contra 1.453 no intervalo equivalente do ano anterior. Foi o maior aumento relativo entre as regiões do país, no período.
No Sudeste do país, a alta foi de 37%: as construtoras dos municípios pesquisados na região colocaram no mercado 36.793 casas e apartamentos entre janeiro e setembro do ano passado, enquanto os lançamentos no mesmo período deste ano alcançaram 50.443 unidades habitacionais.
“Lançamos nestes nove meses do ano 82.044 unidades, das quais 32.039 são em São Paulo, ou seja, o estado representou no período 39% dos lançamentos das cidades/regiões pesquisadas”, informou Petrucci.
O assunto tratado na coletiva tem interface com o projeto “Melhorias para o mercado imobiliário” da CBIC em correalização com o Senai Nacional.
Fonte: Agência CBIC
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