O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou alta de 0,89% no mês de janeiro. A última vez que o referido indicador de custos setorial apresentou aumento nesta proporção, no primeiro mês do ano, foi em 2012. “Vale destacar que desde julho do ano passado o INCC/FGV vem registrando elevações mais acentuadas”, menciona a economista do Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos.
De acordo com o INCC, divulgado nesta sexta-feira (05) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o custo com a mão de obra registrou incremento de 0,55%, maior alta desde julho de 2020 (1,37%). Dentre as capitais pesquisadas, Belo Horizonte (+3,72%) e Salvador (+0,67%) foram as que demonstraram as maiores elevações.
Já o custo com materiais e equipamentos continuou apresentando aumento expressivo. “Desde julho do ano passado as elevações desse custo têm preocupado o setor construtor e prejudicado o maior incremento em suas atividades”, ressalta a economista.
A alta observada foi de 1,37% e, apesar da variação ser a menor desde julho de 2020, foi a maior para um mês de janeiro desde 2003.
Considerando os últimos 12 meses (fevereiro/20-janeiro/21), o custo com materiais e equipamentos aumentou 20,31%. Destaque para:
- tubos e conexões de ferro e aço (+6,04%)
- pias, cubas e louças sanitárias (+2,48%)
- elevador (+2,35%)
- portas e janelas de madeira (+2,22%)
- materiais elétricos (+2,14%)
- metais para instalações hidráulicas (+2,14%)
Vasconcelos ressalta que, conforme a Sondagem da Indústria da Construção da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da CBIC, o primeiro lugar no ranking de principais problemas enfrentados pelo setor, no quarto trimestre/20, foi a falta ou alto custo da matéria-prima.
O percentual de empresas da construção que enfrentam o problema subiu de 39,2% para 50,8% entre o terceiro e o quarto trimestre, um avanço de 11,6 pontos percentuais, o que é muito relevante.
Na avaliação de Vasconcelos, a continuidade dos aumentos expressivos nos preços de seus insumos gera muita preocupação. “A construção está contribuindo para melhorar o cenário econômico nacional. O País precisa que as atividades do setor continuem avançando”, diz.
Fonte: Agência CBIC
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