A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que representa os bancos, irá pedir ao governo para aumentar o limite do valor dos imóveis que serão financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de R$ 750 mil (em algumas capitais) para, pelo menos, R$ 1 milhão. Estudos sobre o tema serão concluídos nas próximas semanas, segundo o presidente da entidade e diretor do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, e têm como objetivo aquecer o setor e evitar o aumento do desemprego na construção civil. A última elevação no teto do preço dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH ocorreu há pouco mais de um ano, em outubro de 2013. Na ocasião, o governo aumentou o limite de R$ 500 mil (antes, em todas as regiões) para R$ 750 mil apenas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Apesar de a escassez de recursos da poupança - que registraram resgates pelo segundo mês consecutivo - preocupar o mercado, o presidente da Abecip explica que é importante manter a cadeia produtiva em funcionamento. A preocupação, segundo Lazari Junior, é com o nível de emprego no setor, que tem uma folha de pagamento de mais de 3,3 milhões de pessoas. "O setor de construção precisa continuar produzindo, pois temos milhões de empregos envolvidos, além de ser um dos mais importantes da economia. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, que respondem por 60% do crédito imobiliário, é muito difícil encontrar imóveis de até R$ 750 mil", justifica o presidente da Abecip. Em janeiro, o nível de emprego na construção teve queda de 0,34%, em comparação a dezembro. Em um ano, a retração chegou a 6,14%. Foram fechadas 11,4 mil vagas em janeiro, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getulio Vargas. Em 12 meses, os postos fechados somam 216.297. Em fevereiro, pelo terceiro mês consecutivo, o País fechou vagas de trabalho com carteira assinada, reflexo da fraca atividade do comércio e do setor da construção civil. Segundo os dados do Caged, foram encerradas 2.415 vagas, o pior resultado para o mês desde 1999. Na construção, as demissões superaram as contratações em 25,8 mil. (Fontes: O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo)
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