No dia 18 de março, o Banco Central anunciou a redução de 0,25 pontos percentuais na taxa Selic, saindo de 15 para 14,75%, após nove meses de manutenção dos juros básicos em 15% ao ano. A definição repercute em diferentes setores da economia, com reflexos diretos no mercado imobiliário.
Goiânia, capital que vive um ciclo consistente de expansão imobiliária e figura entre os maiores mercados do país, terá impactos diretos, conforme explica Felipe Melazzo, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO). "Nós enxergamos com bons olhos essa redução, que foi tímida, poderia ter sido mais expressiva, mas já sinaliza um ciclo de queda muito positivo para a economia produtiva do Brasil. Como já demonstrado nas últimas pesquisas da Ademi-GO, um ciclo de diminuições na Selic vem a somar com o mercado imobiliário da nossa capital que continua com alta valorização imobiliária. O que reforça o quão seguro é o investimento em imóveis, que não tem a volatilidade dos mercados de capitais e, conforme demonstramos nos últimos cinco anos, tem valorizado em torno de 20% ao ano,", ressalta.
Melazz aponta que, apesar dos desafios existentes, como a recente guerra no Oriente Médio, que tem provocado o aumento do preço do petróleo, o que impacta significativamente a economia mundial, a queda na Selic nos permite ter boas perspectivas. "Para o segmento imobiliário, em específico, será bastante positiva por acarretar ainda uma redução também na taxa de juros do financiamento imobiliário lá no final da linha, o que facilita a aquisição de imóveis por mais pessoas, além de impactar todo o cenário econômico de geração de renda e produção no setor econômico”, contextualiza.