O isolamento social, o trabalho remoto e as aulas online vêm fazendo com que muitos repensem a respeito de como — e onde — morar. Para medir esse impacto, a consultoria paranaense Brain entrevistou, entre 20 de março e 18 de junho, 1.700 consumidores que haviam indicado em pesquisas anteriores o desejo de comprar imóvel num futuro próximo. Segundo o levantamento “Covid-19: impactos e desafios para o mercado imobiliário”, a pandemia fez com que 10% das pessoas que antes procuravam apartamento passassem a buscar uma casa. Outros 20% responderam que a pandemia interferiu na quantidade de cômodos. “As pessoas querem mais conforto e mais bem-estar”, disse Fábio Tadeu Araújo, sócio-diretor da Brain, durante a apresentação da pesquisa.
Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), destacou que o home office total ou parcial fez com que algumas pessoas passassem a considerar morar em um raio de 100 a 120 quilômetros dos grandes centros. Um recorte da pesquisa feito pela associação aponta que pandemia acabou acelerando algumas tendências, entre elas o home office, os espaços de coworking dentro dos condomínios, as casas conectadas, a transformação das portarias em terminais de logística e a valorização de áreas verdes. “Com o uso mais intenso da moradia, as pessoas passaram a sentir muito mais necessidade de sol e claridade”, diz França.
Intenção de compra
Além da mudança de perfil na busca por um imóvel, a Brain levantou outros dados, como a intenção de compra. Se antes da pandemia 43% dos entrevistados estavam dispostos a fechar negócio, em junho esse índice foi de apenas 25%. A boa notícia é que, apesar de ter caído, a taxa melhorou em relação a março, quando era de apenas 20%. Incerteza em relação à duração da pandemia e do próprio emprego e perda de renda são os principais motivos apontados por quem decidiu abandonar ou adiar os planos.
Com a queda da taxa de juro, o mercado imobiliário espera agora uma retomada do setor e reforça a urgência no ajuste nas taxas de financiamento para ampliar a capacidade de compra das famílias e reduzir o custo do empréstimo. “Não basta reduzir a Selic se isso não chegar à ponta tomadora do crédito”, reforça o relatório da Brain.
Fonte: Exame
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