Entender as mudanças pelas quais o mercado imobiliário está passando e quais ainda estão por vir é essencial para que as empresas possam se adaptar às novas demandas do setor. Analisar essas transformações será o foco de um dos painéis do 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), com a participação de especialistas e pesquisadores. Um dos convidados é o sócio-diretor da Brain – Bureau de Inteligência Corporativa, Fábio Tadeu, que apresentará estudo sobre o assunto elaborada pela consultoria.
Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Enic ocorre de 15 a 17 de maio, no Rio de Janeiro. O evento reunirá toda a cadeia produtiva, acadêmicos, representantes de entidades e do governo. A programação conta com debates, espaços para networking, feira de exposição, visitas técnicas, um congresso técnico paralelo e mais. As inscrições estão abertas.
Com o título “Sociedade Complexa, Hábitos de Consumo Complexos. Como decifrá-los?”, a palestra de Tadeu faz parte das atividades planejadas pela Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC. O economista abordará pesquisa que elenca uma série de tendências no mercado imobiliário – algumas das quais já podem ser observadas e outras que devem se consolidar na próxima década. Para elaborar o levantamento, foram entrevistadas 1,2 mil pessoas em dois meses, em todo o Brasil.
“Um dos pontos identificados foi uma tendência de redução no tamanho dos imóveis. Essa mudança não tem a mesma intensidade em todos os níveis de renda e regiões. Quanto menos urbana for a cidade, menos acentuado. Em São Paulo é especialmente forte. Está relacionado com o preço do terreno também”, descreve Tadeu. Durante sua exposição, ele comparará imóveis dos anos 1980 e 2000 com os da atualidade.
Outra transformação em curso na sociedade, de acordo com o estudo, diz respeito à posse de automóveis. “Esse número está caindo. Houve uma época em que vagas para carros era um diferencial no mercado imobiliário, e em alguns casos continua sendo, mas é um fator que já está menos em xeque”, comenta Tadeu.
O economista menciona, ainda, uma terceira mudança, relacionada à locação de imóveis. “Existe uma ideia de que os jovens não querem mais ter um imóvel próprio, mas na prática o que se vê é diferente. Isso varia de acordo com a renda e a possibilidade de comprar. Muitos jovens preferem alugar porque querem estar bem localizados, mas o mercado de compra continua maior, em especial porque depois esses consumidores casam e têm filhos”, esclarece.
Para se preparar para esses novos cenários, Tadeu ressalta a importância das empresas estudarem o assunto. “Por isso o Enic é uma excelente oportunidade para tratar do tema, já que o evento reunirá empresários que desenvolvem projetos diferenciados e pesquisadores”, conclui.
A palestra tem interface com o projeto da CBIC “Melhorias no Mercado Imobiliário”, em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Fonte: Agência CBIC
Publicações relacionadas
No dia 18 de março, o Banco Central anunciou a...
Por mais um ano, empresa segue entre as maiores construtoras do país, de acordo com a edição 2026 do ranking da INTEC Brasil
Com a chegada do Dia Mundial da Água, é importante destacar que práticas sustentáveis e eficientes, que contribuem para a redução do consumo de recursos hídricos, começam já na concepção dos projetos
Atração de grandes eventos, como o MotoGP, e um consolidado turismo de saúde, fazem da capital um bom lugar para quem quer investir em imóveis voltados para locação on demand ou short stay