O Comitê de Política Monetária (Copom), decidiu pela quarta reunião consecutiva manter a Selic, taxa básica de juros, aos 2% ao ano. A resolução, publicada na última quarta-feira (20), foi unânime entre os diretores do Banco Central. A Selic está em 2% desde agosto de 2020, considerado o nível mais baixo da história.
A taxa neste patamar reduziu drasticamente a rentabilidade de aplicações em renda fixa. Com isso, imóveis voltaram a ser uma alternativa de investimento. O negócio é vantajoso para aqueles que querem conservar o patrimônio. Porém, não estão dispostos arriscar na Bolsa ou em fundos de renda variável.
O cenário mudou e a tendência agora é de crescimento do segmento. Em momentos de crise, quando outros ativos mostram volatilidade, o preço dos imóveis é pouco afetado. Além disso, os juros baixos incentivam aqueles que querem financiar a moradia, o que também favorece a retomada do mercado imobiliário.
Para Thiago Priosti Coelho, diretor de uma imobiliária de Jundiaí, a taxa Selic baixa torna o mercado imobiliário mais atrativo. "Com a taxa Selic baixa, o dinheiro aplicado em bancos e corretoras rende menos e consequentemente torna o mercado imobiliário mais interessante. É mais vantajoso investir em imóvel para alugar do que deixar dinheiro aplicado em renda fixa. O cliente coloca na ponta do lápis e vê que é mais lucrativo. O imóvel sempre vai valorizar."
A escolha do percentual da taxa Selic faz parte da política monetária. Os juros mais baixos estimulam a economia e o acesso ao crédito. A taxa também é utilizada para delimitar a inflação.
Para Eli Gonçalves, vice-presidente de Marketing e Inteligência de Mercado da Proempi, a manuntenção da taxa Selic em 2% ao ano colabora de duas formas para o setor imobiliário. "Mantém diversas formas de investimentos financeiros com baixo retorno, deixando em destaque a rentabilidade dos imóveis para geração de renda com aluguel. E mantendo as taxas baixas nos investimentos financeiros que os bancos pagam aos clientes, em decorrência, eles também podem emprestar dinheiro a juros mais baixos, daí, temos a oportunidade das menores taxas de juros para empréstimo imobiliário da história recente do país."
Segundo o empresário Paulo Morise, investir no mercado imobiliário é mais rentável que os investimentos de renda fixa e mais seguro que aplicar na bolsa de valores. "Eu sou um investidor pesado da bolsa, sofri muito no ano passado com a queda da bolsa desde o início da pandemia, ela tem uma rentabilidade maior, mas é mais arriscada também. No caso dos imóveis, é um mercado muito mais estável. Você tem um bem físico, que está ali, você pode morar, pode alugar, revender e ele vai continuar ali, independente do momento econômico, ele permanece. E na questão de rentabilidade, ele está muito mais interessante do que qualquer renda fixa. Além dele ter um valor que você não vai perder por nenhuma crise."
Fonte: Jornal de Jundiaí
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