O Brasil está engatinhando num mercado que já conta com milhões de adeptos em países como Alemanha e Japão. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apenas 38 brasileiros, de nove Estados, estão gerando e vendendo, para as distribuidoras do setor, sua própria energia - captada a partir de painéis que absorvem e armazenam a energia do sol. Em contraste, a Alemanha, líder no mercado global de geração de energia solar em 2012, conta com cerca de 1,5 milhão de produtores individuais de energia, a partir de sistemas de painéis solares fotovoltaicos. No pico, esses consumidores chegam a fornecer 60% da energia consumida no país. Apesar de contar com uma das maiores radiações solares, só recentemente o Brasil começou a dar os primeiros passos rumo à geração doméstica de energia. Autorizado pela Aneel em abril de 2012 e posta em prática em março deste ano, o Sistema de Compensação de Energia permite ao consumidor brasileiro instalar pequenos geradores fotovoltaicos em sua casa ou empresa e trocar energia com a distribuidora local. Um panorama da nova modalidade de geração energética, elaborado em agosto pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), apontava que 101 consumidores aguardam respostas de pedidos de ligação pelas concessionárias, tinham os projetos em estudo pelas empresas, ou, ainda, precisavam dar algum retorno à distribuidora sobre detalhes do aparelho gerador. Na estatística da Abradee, a energia solar, produzida por meio de painéis fotovoltaicos, é a preferida dos novos e potenciais produtores, compreendendo 81% das ligações e pedidos. O consumidor doméstico também lidera o ranking de interessados. São 59% de pedidos ou ligações, frente aos 37% de clientes comerciais e 4% de industriais. Mas, apesar dessa adesão crescente, o número de interessados poderia ser maior, se não fosse o alto custo de equipamento e instalação. (Fonte: Brasil Econômico)
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