O andamento das obras públicas e privadas em ritmo mais lento frustrou a projeção de um crescimento entre 3,5% e 4% para o setor. De acordo com as estimativas apresentadas nesta semana pela diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, Sinduscon-SP, o crescimento deve alcançar 2% neste ano. "O ano de 2013 foi ruim para o Brasil", classificou o presidente da entidade, Sergio Watanabe, acrescentando que a falta de dinamismo na economia acabou criando um comportamento mais cauteloso por parte dos empresários. Para 2014, no entanto, a estimativa do Sinduscon-SP é de retomada, não no mesmo vigor de 2010, mas ao menos com a expectativa de que a construção civil cresça 2,8% em caso de um PIB nacional com expansão de 2%. Na avaliação da economista Ana Maria Castelo, coordenadora da área de Estudos de Construção Civil da Fundação Getulio Vargas (FGV), o que influenciou o desempenho mais fraco, neste ano de 2013, foi o segmento da infraestrutura. "O PAC andou em ritmo mais devagar", destacou. Para ela, as concessões ainda vão demorar um pouco mais de tempo para serem captadas na avaliação de desempenho do setor. A economista destacou o fato de que já há uma mudança na percepção dos empresários quanto aos retornos dos investimentos com tendência mais positiva para 2014, segundo mostram as pesquisas de sondagem. Já o vice-presidente do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, prevê que o mercado imobiliário continuará aquecido em algumas regiões do País. O executivo mantém a defesa de que não existe uma bolha no setor. Na opinião dele, isso só ocorreria caso a economia entrasse em forte recessão, um cenário que ele não vislumbra. Zaidan acredita que os preços dos imóveis tendem a sofrer reajustes em índices menores do que nos últimos anos. No entanto, declara que não há espaço para uma queda de valorização e defende maior deslanche dos negócios por meio do aumento de renda da população.
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