Um ciclo diferente
O Brasil vive sim uma crise. Goiás, nem tanto. O nosso Estado tem vivenciado um ciclo econômico diferente do restante do País, impulsionado pela força do agronegócio e exportação de commodities. O PIB de Goiás tem crescido acima do PIB do Brasil nos últimos anos. Neste ambiente de economia aquecida, população jovem (mais de 50% da população de Goiânia tem menos de 30 anos) e imóveis baratos, é fácil entender por que os imóveis de Goiânia foram os que mais valorizaram em 2014, segundo o FipeZap, indicador de preços de imóveis.
Para quem aguarda uma grande liquidação de imóveis em Goiânia, as notícias são ruins. O estoque de unidades vem caindo nos últimos anos. Segundo a Ademi-GO, em janeiro de 2011 haviam aproximadamente 13 mil unidades lançadas disponíveis para a venda na capital, e o cenário era de preços em ascensão. Em janeiro de 2015, o estoque era de pouco menos de 10 mil unidades. Além disso, com um cenário econômico adverso, as empresas do setor estão muito mais cautelosas e têm adiado seus lançamentos.
Já a demanda não deve cair nessa mesma proporção. Como já dito, Goiás vivencia um ciclo econômico diferente do restante do País. Os aumentos nas taxas de juros de financiamentos imobiliários anunciados pela Caixa Econômica Federal nos últimos meses, que variam de 0,5% a 1% na taxa de juros anual, são pouco expressivos e não devem inibir quem realmente tem necessidade de adquirir um novo imóvel. Afinal, os juros de financiamentos imobiliários continuam um dos mais baixos do País e são muito atraentes, principalmente quando comparados, por exemplo, aos juros de cartão de crédito, que bateram 220% ao ano no último mês de abril.
Não obstante, o ministro da Fazenda já se mostrou atento ao movimento do mercado e planeja os devidos ajustes na política monetária para que o crédito imobiliário continue abundante. Outro dado relevante diz respeito ao custo de construção, que deve continuar subindo neste ano, principalmente em função da alta do dólar - que pressiona o preço de produtos importados e de produtos “exportáveis” -, e também pelo aumento da energia elétrica, que pressiona o aumento de insumos de indústrias que consomem muito, como alumínio e vidro.
A perspectiva do mercado é continuar remunerando bem. Segundo o FipeZap, os imóveis de Goiânia valorizaram 12,7% em 2014, muito acima dos índices de inflação acumulados no mesmo período. Soma-se o valor dos aluguéis à valorização acumulada no ano, resultando em um investimento com rentabilidade muito acima dos fundos DI, cuja rentabilidade é vinculada à taxa Selic.
Com a economia aquecida no Estado, demanda existente, oferta em queda, preço baixo, pressão altista de custos e crédito ainda abundante, não há motivos para achar que os preços dos imóveis deixarão de subir nos próximos meses.
Fernando Razuk é diretor de Incorporação, Pesquisas e Estatística da Ademi-GO e diretor de Incorporação da EBM Desenvolvimento Imobiliário
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