Matéria intitulada “Contra projeto de Cunha, construtoras propõem mudar remuneração do FGTS”, publicada nesta quarta-feira (13) no jornal O Estado de S.Paulo, destaca a proposta apresentada pelo setor ao governo federal que defende que metade dos ganhos obtidos com os empréstimos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) volte para os trabalhadores. A proposta se deve à possibilidade de avanço, no Congresso Nacional, do projeto que iguala o rendimento do FGTS ao da caderneta de poupança. Como o FGTS serve de base para empréstimos para a construção e compra de imóveis, a proposta do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) pode prejudicar os financiamentos. Seria preciso elevar os juros cobrados dos empréstimos para que se pudesse aumentar a remuneração das contas dos trabalhadores no FGTS. O setor defende que, em vez de igualar os juros da remuneração das contas aos da poupança, o Congresso altere a forma como é usado o superávit do fundo - ou seja, os ganhos anuais obtidos pelo FGTS com os empréstimos imobiliários. A proposta prevê que o lucro seja dividido ao meio, metade para engordar o patrimônio do fundo e a outra metade para os trabalhadores, como se fossem dividendos de uma aplicação financeira. Em nota técnica enviada ao jornal, a CBIC destaca que a terceira etapa do Minha Casa Minha Vida, com meta de contratação de mais 3 milhões de unidades habitacionais nos próximos quatro anos, ficaria ameaçada porque os juros seriam "inadequados" ao público-alvo. "Em consequência, os recursos do governo serão mais solicitados para o atendimento das demandas dos movimentos de moradia e da população de menor renda, em especial as que ocupam áreas com risco geológico", afirma a nota.
Publicações relacionadas
Inauguração do tradicional espaço de convivência da CMO Construtora terá comidas variadas, encontro de motociclistas e entrada gratuita, nesta quarta-feira (02/09)
Entre pais que inspiraram filhos e filhos que abriram caminho para os pais, histórias de famílias ligadas ao mercado imobiliário revelam relações que vão muito além do trabalho
Conselho Jurídico da CBIC debate industrialização, desafios regulatórios, relações de trabalho e medidas para ampliar a segurança jurídica e a produtividade do setor.
Com população idosa em crescimento acelerado, incorporadoras investem em soluções que unem acessibilidade, autonomia e design para atender ao público 60+