Depois de a valorização do metro quadrado em Goiânia perder fôlego em 2014, a tendência é de que preço volte a evoluir a níveis próximos da inflação no próximo ano. O argumento é de que há demanda crescente para a compra do primeiro apartamento, enquanto o estoque de imóveis está caindo, forçando a valorização. De quebra, a estimativa é de que mantenha os níveis de financiamentos. Essa é a análise do cenário do mercado de Goiânia divulgado ontem pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO. O presidente da entidade, Renato Correia, sustenta que o preço médio do metro quadrado em Goiânia é um dos mais baratos entre as capitais e grandes cidades do País - R$ 4.403,41 - mas, em contrapartida, Goiás apresenta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima da média nacional. Conforme pesquisa, dados apontam que existe potencial de mercado para os próximos dez anos em função das perspectivas de aumento de número de casamentos, divórcios e déficit habitacional. Além disso, o mercado consumidor do setor é formado, sobretudo, por jovens com idade abaixo de 35 anos que pleiteiam adquirir o primeiro imóvel. ?A população de Goiânia é predominantemente jovem, a maioria ainda vai virar mercado consumidor para nós.? O nível de estoque atual entre concluídos, em produção e lançamentos é de 7.469 unidades, considerando apartamentos de um até cinco quartos. Na prática, esse volume é semelhante ao mercado de dez anos atrás. Segundo o responsável técnico do Grupon Consultorias e Pesquisas, Mário Rodrigues Filho, que realizou o levantamento, esse volume representa apenas nove meses de vendas. ?Se considerarmos somente o que está concluído, isso representa um mês e meio de vendas.? De acordo com Renato Correia, ainda é cedo para fazer estimativa sobre volume de lançamentos previstos para o próximo ano. Isso porque o mercado aguarda com cautela as primeiras medidas da nova equipe econômica do governo federal. ?Existe uma falta de confiança de alguns investidores, que estão aguardando o que vai acontecer. O mesmo ocorre com o comprador?, diz Renato Correia. A expectativa é de que o mercado comece a aplicar em lançamentos apenas no segundo semestre. Embora alguns analistas apostem em queda do valor do metro quadrado do imóvel nos próximos anos, em função do desaquecimento da economia, esta não é a visão do economista-chefe do Sindicato dos Condomínios e Imobiliárias do Estado de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci. Ele argumenta que esse cenário seria viável somente com uma quantidade de oferta de imóvel muito superior a atual. ?Isso não vai acontecer, a tendência é de que continue subindo, mas de forma mais moderada?, explica. Além da mudança de expectativa em relação à política econômica, os maiores desafios para que o setor continue crescendo são a manutenção dos níveis de desemprego e da geração de empregos e administrar a quantidade de ofertas e preços de imóveis. (Fonte: O Popular)
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