O preço do aluguel de imóveis caiu 0,13% em junho, segundo o Índice FipeZap de Locação Residencial, que acompanha o preço de aluguel de imóveis em 25 cidades brasileiras. Foi a primeira queda desde novembro de 2018, quando o valor de locação recuou 0,08%. Em maio, o aluguel tinha sofrido uma alta de 0,42%.
A crise do novo coronavírus torna o momento propício para negociar o aluguel, segundo especialistas. Do lado das empresas e dos proprietários de imóveis, quem não estiver aberto para negociar agora corre um grande risco de perder renda.
No entanto, a queda do aluguel ficou abaixo da inflação em junho, o que significa que o preço médio de locação caiu menos do que os demais preços da economia.
No mês, a inflação medida pelo IPCA foi de 0,26%. Ou seja, houve uma perda real de 0,39% no aluguel. Para fazer essa conta da variação real, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação.
Entre as 11 capitais monitoradas pelo Índice FipeZap, Curitiba lidera com a maior redução no período (1,30%), seguida por Rio de Janeiro (-0,65%), Recife (-0,59%) e São Paulo (-0,27%). Essas cidades compensaram variações positivas em Goiânia (+1,24%), Fortaleza (+1,18%), Belo Horizonte (+0,69%) e Salvador (+0,18%).
No 1º semestre, o preço médio de locação acumula alta de 3,15%, enquanto a inflação medida pelo IPCA foi de 0,10%. Assim, houve uma alta real de 3,05% no período. Por outro lado, vale mencionar que a variação acumulada do Índice FipeZap de Locação ficou abaixo do comportamento acumulado do IGP-M, índice de inflação da FGV normalmente usado nos contratos de aluguel, que ficou em 4,63% no período.
Nos últimos 12 meses, o aluguel acumula alta de 4,63% e a inflação medida pelo IPCA, de 2,13%. Houve uma alta real de 2,44% no período.
O preço médio de locação em junho foi de R$ 30,76 por metro quadrado. Entre as 11 capitais monitoradas, São Paulo se manteve como a capital com o preço médio de locação residencial mais elevado (R$ 41,26/m²), seguida pelos valores médios registrados em Brasília (R$ 32,15/m²) e no Rio de Janeiro (R$ 30,78/m²).
Já entre as capitais com menor valor de locação residencial no mês de maio, destacaram-se Fortaleza (R$ 17,26/m²), Goiânia (R$ 17,43/m²) e Curitiba (R$ 21,41/m²).
O retorno médio do aluguel residencial avançou para 4,85% ao ano em junho, superando o retorno oferecido pelos investimentos atrelados à taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 2,25% ao ano.
Fonte: Valor Econômico
Publicações relacionadas
A incorporadora anuncia dois empreendimentos para serem lançados neste ano na capital goiana, sendo um no setor Bueno e outro no Jardim América
A parceria entre a FIABCI-Brasil e o Secovi-SP segue sólida e comprometida com a valorização do mercado imobiliário. Em 2026, o Prêmio Master Imobiliário chega à sua 32ª edição, consolidando mais de três décadas de reconhecimento à excelência, à inovação e às melhores práticas do setor no Brasil.
Dados da Ademi-GO evidenciam a valorização consistente do metro quadrado na região; lançamentos recentes da Sousa Andrade Construtora corroboram o movimento. Agora, a empresa se prepara para atender à demanda por unidades ultra compactas, tipologia atualmente inexistente nos principais bairros da capital
Este tipo de empreendimento entrou na mira dos desejos de muitas famílias que buscam unir, dentro de um bairro, todas as vantagens que possui uma cidade de pequeno porte