Os dois setores devem ser os mais afetados diante do cenário econômico, que já prejudica o agronegócio, aponta levantamento realizado pela KPMG, uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais. No Brasil, a organização conta com quatro mil membros distribuídos em 13 Estados e no Distrito Federal. Segundo a pesquisa, realizada durante evento sobre gestão e investimentos, 28% das instituições financeiras, investidores e empresários apontaram que os setores imobiliários e de construção civil devem ser os mais afetados diante de um cenário econômico incerto. A situação deve demandar esforço adicional na reestruturação dos negócios, principalmente no que diz respeito à redução de custos, sugere o estudo. De acordo com o levantamento, existe uma possibilidade de aumento no número de pedidos de recuperação judicial nestes setores. Ainda de acordo com os dados, os outros segmentos que devem sofrer impacto são as montadoras autopeças (24%), energia (16%) e agronegócio (13%). Um dos aspectos abordados foi o crescimento no número de pedido de recuperação judicial. Somente no ano passado, foram 874, número maior que o registrado em 2009, que gerou 670 solicitações. Para 41% dos entrevistados, o aumento e popularização da lei perante a sociedade empresarial foi o principal fator. Elevação das taxas de juros e restrição de crédito para as empresas (22%) aparece em segundo lugar, seguido pela intervenção do governo sobre setores da economia (15%) e desaceleração da economia brasileira (13%). (Fonte: Correio Braziliense)
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