O sonho da casa própria voltou a ficar mais próximo da realidade. Para quem quer adquirir um imóvel, é hora de aproveitar os cortes nos juros dos financiamentos imobiliários feitos pelos bancos desde junho e a queda de preço do metro quadrado para fechar negócio. Além disso, o número recorde de unidades ofertadas em leilões — com descontos que chegam a 70% em relação ao valor de mercado — amplia as opções de compra.
Impulsionada pela redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, a diminuição dos juros para o crédito imobiliário corrigido pela Taxa Referencial (TR) vem ajudando o mercado a retomar o fôlego. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Acebip) mostram que a quantidade de imóveis financiados em setembro deste ano — 27.200 unidades — foi a maior desde setembro de 2015.
— Depois de um certo marasmo nos últimos quatro anos, agora há muita gente querendo vender imóveis, com flexibilidade para dar descontos. Como a procura ainda não aumentou tanto quanto a oferta, quem quer comprar está com mais poder de barganha nas mãos. E a queda das taxas de juros é algo que não se via há 30 anos — avaliou o vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi Rio), Leonardo Schneider: — Com a economia voltando a girar, a tendência é que os preços subam daqui a mais um tempo.
A economista Gabriela Campos, de 33 anos, tirou proveito da situação e comprou, há cerca de dois meses, um apartamento financiado em 30 anos.
— Eu vinha acompanhando o mercado, mas não imaginava que os juros cairiam tanto. Foi um incentivo, pela possibilidade de compra sem um dispêndio muito grande de capital próprio. Estava procurando um imóvel desde maio e já tinha achado o que eu queria. Juntei a fome com a vontade de comer — contou Gabriela, que já se mudou para a unidade de 73 m² e dois quartos: — É um usado, mas é moderno e automatizado. Se não fossem as taxas mais baixas, talvez eu optasse por um apartamento menor.
Linha IPCA tem taxas fixas menores
Uma das novidades no mercado, disponível para contratos assinados com a Caixa Econômica Federal, é o crédito imobiliário corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que mede a inflação oficial do país — mais juros. O diferencial são as taxas fixas mais baixas do que as praticadas nas linhas com correção pela Taxa Referencial (TR). Por causa disso e da inflação baixa atualmente, essa alternativa vem sendo a escolha de muitos compradores. De acordo com o banco, de 26 de agosto — dia em que começou a operação da nova linha — ao fim de outubro, 9.850 contratos foram firmados nesta modalidade.
Até o fim do ano, o Bradesco também deverá oferecer a um grupo específico de clientes a possibilidade de financiar imóveis com juros atualizados pelo IPCA.
Ao comparar as linhas de crédito reajustadas pela TR e pela inflação, a estudante Vanessa Cunha, de 41 anos, não hesitou em ficar com a segunda opção oferecida. Ela comprou um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, no início deste mês.
— A diferença no valor das prestações foi considerável. O que viabilizou a compra agora foi justamente essa taxa convidativa. Em outro caso, eu continuaria morando de aluguel — disse Vanessa, que pretende ir amortizando a dívida imobiliária para encurtar o tempo de financiamento.
Embora mais vantajoso no momento, esse tipo de crédito pode se tornar arriscado ao longo dos anos, caso a inflação suba muito, alertou a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.
Descontos em leilões e vendas diretas
Os preços em conta são o principal fator de atratividade de imóveis comercializados em leilões e vendas diretas. Segundo a administradora Patrícia Curvêlo, diretora da Investmais, a crise econômica após o período de auge do mercado imobiliário fez com que muitos compradores ficassem inadimplentes no financiamento. O resultado foi uma retomada recorde das unidades pelos bancos, que as ofertam por valores abaixo da avaliação de mercado.
Em média, os descontos são de 33% para os imóveis ainda ocupados por moradores, e de 24% para os bens vazios, de acordo com um levantamento feito pela plataforma online Resale, especializada em vendas de casas e apartamentos recuperados. Mas é possível encontrar opções com abatimentos de mais de 50% nos sites de bancos e leiloeiros. Somente a Caixa Econômica Federal tem 23.370 imóveis residenciais à venda nesse sistema. O Banco do Brasil, 3.860. Ambas as instituições admitem o pagamento financiado e o uso do FGTS para a quitação da dívida. O Bradesco realiza cerca de 30 leilões por mês, com aproximadamente 500 unidades, e concede 10% de desconto para pagamentos à vista.
Fonte: Extra / Globo
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