As inovações tecnológicas sustentáveis em plástico podem oferecer vantagens competitivas para o setor da construção civil. Entre os benefícios obtidos está a redução de custos e dos impactos ambientais, por meio da diminuição do uso de outros materiais e do menor consumo de energia. Com o intuito de disseminar essas tecnologias, o Sistema FIRJAN e a Braskem promoveram o Fórum Inovar para Construir, em 24 de fevereiro, na sede da Federação, no Centro do Rio. “A construção civil é responsável por 40% do consumo de toda a energia produzida. Dessa forma, é importante empregar tecnologias que permita o uso racional de materiais e recursos para o setor”, destacou Luiz Gustavo Ortega, gerente de Sustentabilidade da Braskem. Especialista da Building Research Establishment (BRE), organização do Reino Unido especializada em pesquisas de construção civil, Miles Watkins falou sobre a crescente demanda por plástico no setor e como isso exige investimentos que tornem o material mais sustentável. “É importante que a indústria entenda os desafios no uso do plástico, identificando e reduzindo seus impactos”, defendeu. Ele abordou ainda a experiência da Olimpíada de Londres, cujas construções tinham que atender critérios de um sistema sustentável. O especialista citou ainda a implantação, na Universidade de Brasília, do Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído (Pisac), que tem como parceiros a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Também foram apresentadas pelo diretor de Projetos da FCM Arquitetura, Felipe Cordeiro Martins, diversas aplicações em plástico em projetos arquitetônicos. A versatilidade do material, por meio da impressora 3D, permite que ele seja usado para recuperação de fachadas de museus e prédios históricos, além de construções como bancos públicos, pontes e edifícios.
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