Apesar dos desafios do contexto econômico do País, com inflação em alta e perspectiva de crescimento, no ano, abaixo de 1%, em Goiás a indústria da construção mantém o ritmo. Dentre outros indicadores positivos, vem recuperando preço e já aponta, de 2011 para maio de 2014, uma valorização de 33% no metro quadrado (apartamentos) e 42% (salas comerciais). Os dados são da Pesquisa Mensal Ademi, desenvolvida pelo Grupom Consultoria Empresarial. Um outro indicador positivo, no mesmo período (2011/maio 2014) está na oferta disponível, com queda aproximada de 30%. A valorização está acima da média da inflação do período, o que deixa o imóvel, em Goiás, como um dos principais ativos do mercado, ficando assim o imóvel definido como uma das melhores alternativas para investimento. Outros fatores de otimização do mercado da construção em Goiás, e especificamente na Grande Goiânia: a economia que mais cresce no País é a goiana, cercam a Capital pólos atrativos para investimento (Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Trindade, etc) e a migração em altos índices, levando à necessidade de produção de mais edificações, porque está sempre aumentando o número de pessoas na busca da casa para morar, ou do imóvel comercial (para alugar ou investir). Apesar das tantas adversidades localizadas na Sondagem da Indústria da Construção que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) está divulgando esta semana, em Goiás o setor da construção mantém o ritmo, ainda que com ligeira redução no número de lançamentos. De consequência, sustenta também o índice da geração de empregos, tendo sido, aliás, o principal referencial da última edição do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego: na indústria da construção está o cargo que mais empregou trabalhadores na Capital no primeiro semestre deste ano (servente de pedreiro), que somou quase 1.700 postos de trabalho.Com um saldo de 12.632 empregos gerados no primeiro semestre, Goiânia foi a quarta cidade que mais criou vagas com carteira assinada no País, entre janeiro e junho, com uma forte contribuição das construtoras e incorporadoras.Nem por isso, o empresariado da área está acomodado. Problemas conjunturais, próprios da economia brasileira na atualidade, conforme o registro da CNI ao apresentar a Sondagem da Indústria da Construção, vêm sendo enfrentados. Um deles, o acesso ao crédito, é mantido sob controle com a expansão do diálogo com os agentes financeiros, a partir dos dois bancos públicos, o Banco do Brasil e a Caixa. Na outra ponta do processo, é mínima a linha da inadimplência, que, conforme a Sondagem, hoje segue em índice acima dos 15% no cenário nacional. Goiás está infinitamente distante desse parâmetro.A dificuldade maior, mesmo, está na burocracia dos serviços públicos, o que afeta a cadeia produtiva da construção em todos os seus estágios, do licenciamento ambiental e de impactos para a emissão da licença para construir, até os cartórios, na hora do registro e escrituração dos imóveis. Nesse campo também há uma ação firme da Ademi, que pouco a pouco vai removendo essas dificuldades, mediante a prática do diálogo franco e transparente com órgãos públicos como a Semdus, AMMA, Celg, Saneago e Cartórios.
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