Poucos metros quadrados e espaço otimizado para garantir praticidade e economia ao morador. Assim são os imóveis econômicos, que tem conquistado os rio-pretenses. Segundo dados do último Estudo do Mercado Imobiliário de Rio Preto, realizado pelo Secovi-SP entre junho de 2017 e maio de 2018, foram comercializados 1.696 imóveis novos na cidade, sendo que 71,3% deles têm menos de 45 metros quadrados (m²). Os imóveis com metragem entre 45 m² e 65 m² representaram apenas 19% do total de vendas, enquanto os maiores, de 86 m² a 130 m² ficaram restritos a uma pequena parcela de 8% das vendas.
Essa tendência é impulsionada não somente pelo preço das casas e apartamentos compactos, que geralmente são mais baixos e facilitam financiamentos pelo programa Minha Casa Minha Vida, mas também porque morar em um local menor pode ser uma boa opção para quem vive sozinho ou tem uma família pequena.
Segundo o diretor da Imobiliária Redentora, Ney Pietro, casais sem filhos, pessoas solteiras, estudantes e jovens profissionais são os que preferem imóveis com menos espaço. "Nos próximos anos, a procura pelos compactos deve crescer ainda mais que nos imóveis tradicionais", prevê.
Embora a maioria dos imóveis vendidos em Rio Preto recentemente tenha menos de 45 m², os compactos ainda mantêm o padrão de dois dormitórios. Somente uma pequena parcela das casas e apartamentos vendidos na cidade (5,4%) tem apenas um quarto.
Uma das principais vantagens em imóveis pequenos é a facilidade de limpar a casa. Para o professor Diego Fernando de Oliveira, que escolheu viver em desses, a praticidade ajuda a economizar tempo e torna mais fácil a organização do lar. "A parte de limpeza fica muito mais prática, já que não tenho empregada. Acho mais fácil de organizar as coisas também. Além disso, para limpar acabo gastando bem menos", garante.
Outro ponto defendido pelas pessoas que escolhem imóveis menores é a necessidade do desapego. Para a auxiliar de escritório Beatriz Assunção, por exemplo, o fato de ter pouco espaço ajuda a evitar o acúmulo de objetos que, muitas vezes, podem ser vendidos ou doados. "É superprático e você não acumula coisas desnecessárias, até porque não cabe", diz a jovem.
Fonte: Jornal Diário da Região
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