Com quase um veículo por habitante, a mobilidade urbana é um dos grandes desafios de Goiânia, que completa amanhã, 24 de outubro, seu 82º aniversário. Para solucionar o problema, a Prefeitura trouxe ao longo dos últimos meses uma série de projetos. O mais novo será a primeira Área 40 na cidade, informa o secretário Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT), Andrey Azeredo. O projeto é semelhante ao de São Paulo, onde a velocidade máxima permitida em algumas vias da cidade é de 40 km por hora. Segundo o secretário, o projeto irá abranger o chamado “manto da santa”: Avenida Araguaia, Avenida Tocantins, Paranaíba e, no vértice destes três pontos, a Praça Cívica. A justificativa é que estas são áreas com grande presença de pedestres, carros e de transporte público, o que, consequentemente, traz mais casos de acidentes de trânsito. “Fisicamente não é a alta velocidade que faz as pessoas chegarem mais rápido e sim a velocidade média constante. Com a redução da velocidade máxima permitida é possível chegar em menos tempo com mais rapidez e segurança. É preciso uma mudança cultural”, argumenta o titular da SMT. De acordo com ele, a iniciativa é motivada pela preocupação da Prefeitura com a população, já que os acidentes são as principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Segundo estimativa do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), a frota na Capital cresce em média 6% ao ano. A continuar assim, em 2020 serão 1,7 milhão de veículos. Para incentivar os condutores a deixarem seus veículos em casa para utilizar bicicletas ou o transporte público, a Prefeitura tem implantando algumas mudanças, entre elas as novas ciclovias e os corredores preferenciais de ônibus. “Estamos seguindo tendências das principais cidades do mundo. Sabemos que ainda precisamos melhorar a qualidade do transporte público, mas estamos no caminho”, aponta Andrey Azeredo. “As primeiras ações foram os corredores exclusivos na Avenida Universitária, Avenida T-63 e Avenida 85. Está em execução o da Avenida T-7, e em licitação os da T-9, 24 de Outubro e Independência”, acrescentou. “Hoje, menos de 25% da mobilidade urbana nacional é feita através de transporte não motorizado, como aponta estudo mais recente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e similares (Abraciclo). Tentando mudar esta realidade, em Goiânia já existem ciclovias nas avenida T- 63 e Universitária. “O ciclista poderá sair do Terminal das Bandeiras, ir até a Praça Cívica, atravessar a praça e ir até o Terminal Praça da Bíblia. Assim é possível interligar ônibus e bicicleta”, comenta o secretário. As ciclofaixas também já foram colocadas para o lazer dos goianienses nos domingos, com abrangência de 14,3 km. Na próxima semana será inaugurada a 1º ciclorota da cidade, onde poderão transitar veículos e bicicletas juntos. O trecho sairá da Praça Cívica e chegará até a T-63. Terá o sentido centro-bairro e também o sentido contrário, do Terminal Isidória, passando pela Rua 90 e Avenida 84 até a Praça Cívica. (Fonte: O Hoje)
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