O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, esteve no estúdio da GloboNews na sexta-feira (9), para comentar a queda do setor de serviços e o papel da indústria da construção na retomada do investimento e do emprego.
“Os números de serviços e comércio estão em queda, mas a gente só sai de uma crise investindo em empregos, investindo na construção civil. A gente começou uma projeção de ano visando 1 a 2% positivo e hoje nós estamos com – 2% nas projeções”, afirmou Martins à jornalista Juliana Rosa.
Ao ser questionado pela apresentadora Christiane Pelajo sobre a expectativa do setor para o segundo semestre, Martins destacou que os juros hoje estão no menor patamar da história, mas não é suficiente. “É uma condição necessária, mas não basta para que se tenha uma atividade econômica mais robusta e aquecida. O que realmente precisamos é confiança no futuro. Ninguém compra uma casa ou faz um investimento se não acreditar no futuro. O governo precisa dar sinais dos agentes econômicos de que as coisas vão andar certinho. Isso passa pela segurança jurídica, cumprimento de contratos e por uma série de fatores desse tipo”, disse Martins.
Sobre o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), o presidente da CBIC explicou que o governo ficou de repassar dados que demonstrem claramente de onde foram retirados esses recursos, para não ter impacto futuro. “Uma coisa é ter R$ 500 bilhões em depósitos de FGTS, outra coisa é ver o quanto disso já foi colocado em financiamento de saneamento, de mobilidade, de unidades habitacionais. Hoje a liquidez do fundo não permite um saque grande como esse. Porque você pode até gerar o emprego imediato, mas quem depende desses recursos para o futuro, não vai liberar o recurso. Então pode-se gerar algum desemprego hoje pensando em uma expectativa do governo para 2021”.
Na quinta-feira (8), em entrevista para o canal MyNews José Carlos Martins falou sobre mercado imobiliário e os sinais de recuperação do setor. De acordo com o presidente da CBIC, os estoques estão baixando e os lançamentos diminuindo. “Hoje se tem mais vendas que lançamentos, o que faz com que o estoque caia. Por isso a um bom tempo temos procurado o governo, o Banco Central, os atores envolvidos para melhorar mecanismos que possam agilizar e facilitar o financiamento, que é a grande trava que temos nesse processo”, afirmou.
Quando a jornalista Mara Luquet relembrou que a crise foi traumática para o setor, Martins completou que, apesar de tudo, a crise trouxe muitos ensinamentos. “Existem pontos básicos que precisamos trabalhar, como dar maior credibilidade aos recebíveis, para esses ativos gerados a partir dos empreendimentos imobiliários. A nossa proposta é que se comece a trabalhar um financiamento ao comprador em cima de índices de preço, porque esse tipo de papel o mercado compra e assim você traz mais dinheiro para o sistema”.
Martins também descartou qualquer risco de bolha, já que a concessão de crédito no Brasil é muito mais rigorosa que a do mercado internacional. “O nível de inadimplência, apesar de toda crise, ficou em 1,5%. Com a crise que a gente teve qual outro tipo de financiamento manteve-se com uma inadimplência tão baixa?”.
Sobre perspectivas para o futuro, o presidente afirmou que o mercado imobiliário está melhorando. “Foi um trimestre melhor. A nossa previsão de vendas no mercado de caderneta de poupança é o de aumentar 10% este ano. A parte do Minha Casa Minha Vida, que há 10 anos não tinha esse mercado, hoje representa dois terços do mercado como um todo”.
Fonte: Agência CBIC
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