O uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para estimular a economia, como a ampliação dos saques e as medidas para conter a crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), terão impacto de R$ 43 bilhões no Fundo dos trabalhadores em 2020. É o que destaca matéria publicada nesta quinta-feira, no jornal O Globo.
O Conselho Curador do FGTS já trabalha com a necessidade de reduzir o orçamento para as áreas de habitação e saneamento básico em 2021. O orçamento global deste ano está projetado em R$ 77 bilhões. Com essa perspectiva de redução, podem faltar recursos para o Minha Casa Minha Vida (MCMV).
Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, reduzir o orçamento de habitação e saneamento em 2021 obrigaria o setor da construção a pisar no freio no momento de retomada da economia.
“O Brasil precisa decidir se quer gerar emprego. O recurso investido na construção civil irriga 97 ‘torneirinhas’ que são os setores envolvidos na cadeia”, afirma Martins.
A consultora técnica da CBIC e representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no CCFGTS, Maria Henriqueta Arantes, reforça que uma redução no orçamento do Fundo de Garantia tem efeitos proporcionais nos investimentos em habitação para a baixa renda, saneamento e obras de mobilidade urbana no País.
Íntegra da matéria ‘FGTS pode perder R$ 43 bi com medidas de estímulo e rever orçamento para habitação e saneamento’ está disponível para os assinantes no site do jornal O Globo. Confira!
Fonte: Agência CBIC
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