Preocupado com um tombo ainda maior para o setor que ensaiava em 2020 um movimento de recuperação, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria Civil (CBIC), José Carlos Martins, informou ao Broadcast que o governo prometeu para a próxima semana medidas para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no setor, entre elas o uso de 100% dos recursos do FGTS para o financiamento da faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida e ativação de obras públicas paradas.
Martins defendeu a flexibilização das exigências cartoriais, que com a crise estão fechados. “Este ano estaria financiando R$ 10 bilhões por mês. São R$ 10 bilhões que deixam de entrar no caixa”, disse.
Segundo Martins, uma regra do Banco Central determina que a liberação dos recursos só pode ser feita após o retorno dos registros. “É uma medida muito simples. Hoje, quando se vende um apartamento se assina o contrato, mas o banco só libera o dinheiro depois que o registro no cartório volta”, disse.
O presidente da CBIC disse que o governo “está sensibilizado” para o problema do setor, mas não anunciou ainda nenhuma medida para a construção civil. Numa reunião virtual realizada na última sexta-feira (27), com representantes da Caixa e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o governo garantiu o pagamento das obras já contratadas. “O governo prometeu medidas para a próxima semana. O que não falta é frente para estimular a economia via construção civil”, disse.
Segundo ele, a crise atingiu o setor quando começava “a pegar voo”, num processo de início de crescimento depois de anos de recessão e paralisia. A estratégia é evitar um agravamento mais profundo que retarde a retomada.
Para Martins, a garantia da continuidade de pagamento das obras é importante na crise para não deflagrar o círculo vicioso. “Nosso produto tem a característica diferente, já está contratado. Não tem que vender o sapato. Ele já está vendido”, afirmou.
Martins disse que alertou autoridades do governo, entre eles, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, para a importância da manutenção dos pagamentos. “Falei para o governo: ou garante isso, ou haverá um desemprego maciço”, contou. Ele disse que é preciso evitar um efeito em cadeia porque a construção civil tem outros 62 setores atrelados. Também citou o caso da indústria de cimento, cujos fornos de produção não podem ser desligados sob pena de estragarem.
A construção civil não parou na crise e mantém o trabalho nos locais onde há permissão. Segundo Martins, as empresas estão seguindo recomendações de saúde, ampliando os turnos para evitar concentração no transporte e na alimentação nos refeitórios das obras.
Fonte: Agência CBIC
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