A última Pesquisa Anual da Indústria da Construção realizada pelo IBGE mostrou que o Valor Adicionado (PIB) das empresas do setor registrou queda de 37,4% entre 2013 e 2017, em valores corrigidos pelo INCC-DI. Nessa mesma comparação o VA das empresas de Infraestrutura teve redução de 48,5%. Os segmentos de Edificações e Serviços Especializados também apresentaram quedas, de 36,6% e 18,2% respectivamente. Dessa forma, a área de infraestrutura perdeu participação no VA total do setor formal, passando de 38% em 2013 para 31% em 2017.
Os números refletem a conjuntura bastante desfavorável para o investimento como um todo, mas que atingiu em maior magnitude a área de infraestrutura. Ou seja, o segmento perdeu participação na economia. Os escândalos relacionados à operação Lava a Jato e a crise fiscal atingiram fortemente o investimento público que vem diminuindo sua relevância.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deixou de existir oficialmente, o que significa que não há mais nenhuma aprovação de projeto sob seu domínio. Por outro lado, há um enorme volume de obras paradas em diferentes estágios por diversos problemas – mais de 14 mil, de acordo com o relatório do TCU de 2019.
No entanto, apesar da alta relativa, o setor privado não conseguiu compensar a queda do investimento público. Nos últimos dois anos, a agenda de leilões e novas concessões tem avançado muito lentamente.
De acordo com a Inter. B Consultoria em 2018, o investimento em infraestrutura alcançou a marca de 1,82% do PIB. O resultado representa um crescimento frente ao que foi registrado em 2017 (1,69%). Em termos nominais foram investidos R$ 124,2 bilhões. A área de transportes respondeu pela maior parcela dos investimentos realizados e a área de água e saneamento, a menor. O setor privado respondeu por 63% desse investimento.
Para 2019, a projeção da Inter. B é que esse percentual passe para 1,87%, com aumento nas áreas de eletricidade e telecomunicações.
As incertezas ainda muito elevadas dificultam as decisões empresariais e o investimento patina em um percentual abaixo do mínimo necessário para a modernização do estoque de capital existente, estimado pela Inter. B em 4,15% do PIB por aproximadamente duas décadas.
Estudo recente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) estimou que os problemas nas rodovias brasileiras aumentam o custo operacional do sistema de transporte rodoviário no país em 28,5%.
A maior parte da população (52,36%) permanece sem acesso à coleta de esgoto.
Fonte: Sinduscon-SP
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