O empresário Valter Silveira, de Salvador, demorou quatro meses para montar uma equipe com dois engenheiros civis, um arquiteto e um decorador para desenvolver um projeto de um edifício comercial. ?Tem muita gente formada, mas tem muita demanda e há uma busca grande por esses profissionais?, destaca. A situação enfrentada por Silveira não é única. De acordo com o Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 32 mil engenheiros são formados por ano no Brasil, recebendo um salário inicial entre R$ 1.900 e R$ 6 mil. Seria preciso formar 60 mil profissionais para dar conta da demanda do País. ?Passamos por um ?boom? que dobrou o número de projetos de 2009 a 2011. O período atual se caracteriza por mais entregas do que surgimento de novos empreendimentos, mas há muita demanda no interior do Estado da Bahia. Nossa área provou que pode colher tanto quanto planta. Ou seja, é possível combater a crise e desenvolver o País, ao mesmo tempo?, diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Carlos Henrique Passos. ?Engenheiros civis, arquitetos e designers de interiores enfrentam uma situação de estabilidade em 2014, já que as obras que serão lançadas deste ano em diante devem ser entregues no prazo?, completa Passos. Ele recomenda que, ainda que a escolha do profissional seja permanecer na área urbana - com grandes obras ou projetos -, é importante se diferenciar desde cedo. ?Antes mesmo de se formar, entre em um estágio, aproveite os conhecimentos da academia e sempre trabalhe com pessoas. Estar atualizado sobre as relações de trabalho voltadas à engenharia também é essencial e é algo que prezamos muito?, recomenda o presidente do Sinduscon-BA. Ele ressalta, ainda, que para a área é essencial conhecer programas de qualidade e desempenho. (Fonte: CBIC Hoje, com informações do Correio da Bahia)
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