Depois de se tornarem refúgios de segurança e qualidade de vida nas grandes metrópoles, os condomínios horizontais fechados ganham cada vez mais espaço nos municípios do interior de Goiás. Com o aumento da criminalidade e da renda da população em muitas dessas cidades, esses empreendimentos têm procura crescente, publicou neste domingo o jornal O Popular, a partir de um levantamento indicando que quase 4 mil lotes foram lançados recentemente ou serão ofertados nos próximos meses. De acordo com o Sindicato da Habitação em Goiás (Secovi-GO), o Estado já conta com 262 condomínios fechados, que estão em vários municípios do interior goiano. Muitos deles são condomínios fechados de alto padrão. Anápolis, por exemplo, ganhou duas unidades da marca Alphaville: o Alphaville Anápolis e o Terras Alphaville Anápolis, cujos 503 lotes foram vendidos em apenas quatro horas, segundo o próprio Grupo Alphaville, que pretende continuar investindo em Goiás. Para Adriano Carrijo, diretor da FGR Urbanismo, a opção pelo condomínio no interior é resultado de uma busca das famílias por mais segurança, principalmente para os filhos brincarem na rua com mais tranquilidade. Além disso, no interior ainda é possível obter áreas maiores a custo menor. O condomínio horizontal Village, localizado às margens da GO-060, em Trindade, com 209 lotes, lago e grande área verde, já foi quase todo vendido. O diretor da Innovar, Romeu Neiva Júnior, informa que os compradores são moradores e trabalhadores de Goiânia e Trindade, já que o acesso entre as duas cidades é facilitado. Para ele, essa demanda é resultado do aumento do poder aquisitivo no interior, que recebeu muitos investimentos. Alguns condomínios de menor padrão conseguem atender até a classe C, inclusive com financiamento pelo Minha Casa, Minha Vida. Cidades como Trindade, Aparecida e Senador Canedo já têm vários desses condomínios de casas vendidos. Rio Verde já tem cinco condomínios fechados de alto padrão. Coqueluche dos negócios imobiliários, os condomínios fechados de Rio Verde têm o metro quadrado mais caro da cidade. Considerado o endereço mais disputado pela classe A local, o residencial Villa Miafiori ilustra bem a situação. Quando foi lançado, em 2008, o metro quadrado custava R$ 180,00 e, quatro anos depois, R$ 1,3 mil.
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