Desde segunda-feira (10) a Caixa passou a cobrar juros menores no financiamento de imóveis. A maior taxa praticada pelo banco caiu de 11% para 9,75%. Já a menor taxa, paga pelos clientes que já têm relacionamento com a instituição, foi reduzida de 8,75% para 8,5%. O banco unificou as taxas praticadas no SFH e no SFI.
Contudo, antes de tomar a decisão de financiar um imóvel no banco vale a pena pesquisar as condições oferecidas pela concorrência, que atualmente cobra taxas similares e até menores.
A taxa mínima de juros cobrada pela Caixa no SFH, que financia imóveis de até 1,5 milhão de reais, é maior do que a cobrada pelo Itaú e Banco do Brasil. O Itaú cobra juros a partir de 8,3% em financiamentos enquadrados no SFH, enquanto o Banco do Brasil cobra juros a partir de 8,49% na modalidade.
Já se o intuito for financiar imóveis de mais de 1,5 milhão de reais (SFI), o Itaú cobra a menor taxa (a partir de 8,3% ao ano), seguido pela Caixa (a partir de 8,5% ao ano).
A taxa mínima é aplicada para clientes que já têm relacionamento com a instituição financeira. Para quem não é cliente do banco, por exemplo, a taxa sobe. A Caixa é o único banco que divulga a taxa máxima de juros cobradas em financiamentos. Todos os concorrentes não divulgam os juros máximos oferecidos.
Portanto, se a taxa de juros nos bancos concorrentes ultrapassar os 9,75% ao ano cobrado pela Caixa, o banco estatal certamente será a escolha mais barata.
Desde o início do ano a linha de crédito pró-cotista da Caixa deixou de ser a melhor alternativa para quem não se enquadra nas regras do Minha Casa, Minha Vida. Ou seja, a linha do SFH é hoje a mais barata do banco para quem não se enquadra no programa de incentivo.
Veja abaixo as taxas de juros cobradas pelos bancos nos financiamentos imobiliários:

Há cerca de um ano, as taxas no SFH variavam entre 8,8% a 9%. Todos os bancos foram incentivados a cortar os juros por conta do ciclo de cortes na Selic promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Desde março do ano passado o Copom mantém os juros básicos em 6,5% ao ano, mínima histórica. O movimento de estabilidade acontece após um ciclo de 12 baixas consecutivas que se iniciou em agosto de 2016 e se encerrou em março do ano passado.
O que pesar na escolha
A taxa de juros é só um primeiro indicador que o consumidor deve olhar ao buscar financiar um imóvel. O mais importante é comparar o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento entre os bancos. Pode ser que o banco ofereça uma taxa de juros menor, mas no final das contas, considerando o preço do seguro e outras despesas do financiamento, o crédito pode ficar mais caro. Para evitar cair nessa pegadinha, basta comparar o CET.
Outras condições oferecidas pelos bancos, como prazo máximo de financiamento e valor máximo financiado, também podem ser mais importantes para quem está com o orçamento apertado, já que podem exigir um valor menor de entrada e diluir mais as parcelas ao longo do tempo.
Nestes quesitos, o Banco do Brasil, a Caixa e o Santander oferecem as melhores condições: financiam até 80% do valor de imóveis em até 35 anos.
Ao optar por financiamentos com prazos maiores, o mutuário tem de ter consciência que o benefício tem um custo: terá de pagar juros por mais tempo.
Compare abaixo o prazo máximo de financiamento e o valor máximo do imóvel financiado em cada banco:

Fonte: Portal Exame
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