O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, avaliou nesta quinta-feira, 18, que o adiamento do governo do anúncio das medidas para o saque de contas do FGTS “foi de muito bom senso.” O executivo negou ter solicitado à equipe econômico o postergamento da medida.
Segundo ele, os próprios secretários do Ministério da Economia admitiram que a proposta que vazou na imprensa ainda não estava devidamente formatada. Martins, no entanto, demonstrou preocupação com a possibilidade de liberação de cerca de R$ 42 bilhões em recursos do FGTS. "Ainda não vi simulações suficientes para saques dessa magnitude. É preciso ter cautela, serenidade. Não se pode simplesmente chegar lá e tirar os recursos do fundo", avaliou o executivo após solenidade que marcou os 200 dias do governo de Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto.
Apesar disso, Martins disse ter confiança de que o governo não tomará medidas que afetem o funding do mercado imobiliário. Ele lembrou que, no ano passado, foram sacados R$ 111 bilhões do Fundo de Garantia, o que já colocaria em risco o encaixe para os financiamentos de imóveis a partir de 2021.
"Anteontem, o governo apresentou a proposta de orçamento do FGTS ao Conselho Curador do Fundo sem contemplar nenhuma medida de saque para este ano. Não temos ainda a dimensão do que isso pode significar", acrescentou.
Para o presidente da CBIC, o governo teria que apresentar medidas de compensação junto da proposta de saques do fundo. "É como uma caixa d'água. Se você abre uma torneira, é preciso fechar outra ou colocar mais água. Não acredito que o governo vai tirar dinheiro dos investimentos para jogar no consumo", avaliou.
Martins voltou a defender uma revisão na fórmula de rendimento dos recursos do FGTS. Segundo ele, a atual remuneração do fundo está defasada, gerando distorções que precisam ser atacadas. "Mas ninguém no governo conversou sobre isso comigo até agora", concluiu.
Fonte: UOL
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