Queda nas vendas e burocracia para viabilizar novas projeções e demora para emissão de habite-se marca o cenário atual da indústria da construção na Capital do País. A crise motiva reclamação geral dos empresários do setor. Uma dessas queixas refere-se à burocracia do poder público. "Hoje, no Distrito Federal, tem quatro milhões de metros quadrados sem aprovação de projetos, que estão parados", lamenta Bruno Bomtempo, associado da Ademi. "Sem volume de lançamentos não há movimentação no mercado. Por isso, esse desaquecimento", completa. Outro fator que tem provocado insatisfação do setor é a obrigatoriedade imposta pelo GDF do estudo sobre impacto de trânsito às incorporadoras. O estudo passou a ser cobrado já partir de 31 de dezembro de 2010 para a emissão do habite-se. "Isso é um dever da Terracap. E não da construtora", afirma o presidente da Ademi, Paulo Roberto Muniz.
Publicações relacionadas
Em 20 anos, incorporadora soma 67 empreendimentos lançados e 5.094 unidades entregues; somente nos últimos dois anos, ultrapassou R$ 2,2 bilhões em VGV
Com 7.219 unidades residenciais comercializadas, capital registrou o maior semestre de vendas da série histórica, sustentou o patamar de faturamento do setor mesmo lançando menos e acumula valorização de 105% no metro quadrado desde 2021; tudo isso em um ciclo de juros elevados
Decorado do Casa Conceito Marista, da Terral Incorporadora, reúne matérias-primas naturais, projeto de iluminação, curadoria de arte e layouts personalizados, traduzindo novas formas de viver os imóveis de alto padrão
Com pets cada vez mais integrados à rotina doméstica, empreendimentos incorporam espaços destinados à convivência e aos cuidados com os animais