O valor pago pelas construtoras com licenças, taxas e impostos ao governo tira ainda mais a competitividade das pequenas e médias. Enquanto em grandes grupos o impacto vai a 12% do valor dos imóveis, entre as menores o porcentual chega a 18%. "Às vezes, o construtor precisa pagar três vezes a mesma taxa municipal, em função de mudanças na legislação. Não há clareza e padrão", afirma o presidente da Construminas, Robson Lira. De acordo com estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o custo do excesso de burocracia para a construção equivale a R$ 18 bilhões ao ano. Além disso, dos cinco anos que um imóvel financiado pelo FGTS pode levar para sair do papel, dois são consumidos pelos processos burocráticos. Entre os principais problemas estão o atraso na aprovação dos projetos pelas prefeituras, a falta de padronização dos cartórios e de clareza nas avaliações das licenças ambientais. Além disso, mudanças na legislação afetam obras já iniciadas, como alteração no plano diretor e no zoneamento. (Fonte: DCI - Comércio, Indústria e Serviços)
Publicações relacionadas
Com 7.219 unidades residenciais comercializadas, capital registrou o maior semestre de vendas da série histórica, sustentou o patamar de faturamento do setor mesmo lançando menos e acumula valorização de 105% no metro quadrado desde 2021; tudo isso em um ciclo de juros elevados
Decorado do Casa Conceito Marista, da Terral Incorporadora, reúne matérias-primas naturais, projeto de iluminação, curadoria de arte e layouts personalizados, traduzindo novas formas de viver os imóveis de alto padrão
Com pets cada vez mais integrados à rotina doméstica, empreendimentos incorporam espaços destinados à convivência e aos cuidados com os animais
Evento será realizado nos dias 27 e 28 de outubro, com debates sobre cenário econômico e político, FGTS, política habitacional, garantias, infraestrutura e projetos industriais no Centro-Oeste.