A possibilidade de retomada de crédito para financiamento à produção por parte do Banco do Brasil (BB), além de uma ferramenta ‘0800’ que permita a adesão pelas empresas, apresentada pela Wiz BPO, foram as pautas da reunião de acompanhamento do programa Minha Casa, Minha Vida, promovida pela Comissão de Habitação de Interesse Social (CHIS) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), na sede da entidade, em Brasília, com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).
Antes de iniciar a conversa com os representantes do Banco do Brasil, o presidente da CHIS, Carlos Henrique de Oliveira Passos, reforçou a vontade do setor de ter mais acesso ao crédito. “Renovamos nossa esperança do BB ter uma rede nacional para crédito imobiliário com foco em produção, porque para aquisição já é forte”, ponderou Passos.
Eric Donatini, assessor do BB, citou que pagamentos da faixa 1 do MCMV estão acontecendo, mas não há perspectivas para novas contratações nessa faixa. “A tendência é seguir atuando prioritariamente com SBPE [Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo] e faixa 3 em cidades com mais de 200 mil habitantes”, comentou.
O assessor explicou, ainda, que o modelo de disponibilidade de funding do BB é inverso ao da Caixa. “Hoje, 90% do funding de poupança é para o agronegócio. Temos que fazer escolhas e o banco tem priorizado empreendimentos SBPE e faixa 3”.
Para Passos, o fato de o banco priorizar o financiamento para cidades com mais de 200 mil habitantes pode restringir o acesso ao crédito para produção para boa parte da região Nordeste do país, por exemplo. “Até entendo segmentação de cliente da faixa 3, mas quando exclui cidades assim, deixa de ser Banco do Brasil e sim, do Sul e Sudeste. Temos dificuldade de concentração bancária, e o BB é parte importante para que haja um melhor equilíbrio regional. Muitos empreendedores dependem desse financiamento. O banco não pode ser excludente, tem que ser inclusivo”, argumentou.
Jeferson do Santos, gerente de soluções do BB, se comprometeu a levar a demanda para o banco, para avaliar o cenário. “Não é questão de exclusão, é questão de mapeamento de onde está a demanda. Existe uma leitura da priorização, mas não é excludente”, disse.
O gerente destacou que o banco teve um intervalo de dois anos na atuação com pessoa jurídica, por causa da revisão dos processos. “Sabemos que podemos melhorar os processos e estou participando dessa retomada do crédito imobiliário dentro do banco. Vamos ver o que podemos fazer para melhorar e avançar na pessoa física também. Durante esse tempo em que não avançamos em crédito imobiliário, estávamos afiando nossos procedimentos internos, agora está na hora de colocar em prática as melhorias. Espero retornar na próxima reunião, em 40 dias, com novidades”, frisou.
Fonte: Agência CBIC
Publicações relacionadas
A incorporadora anuncia dois empreendimentos para serem lançados neste ano na capital goiana, sendo um no setor Bueno e outro no Jardim América
A parceria entre a FIABCI-Brasil e o Secovi-SP segue sólida e comprometida com a valorização do mercado imobiliário. Em 2026, o Prêmio Master Imobiliário chega à sua 32ª edição, consolidando mais de três décadas de reconhecimento à excelência, à inovação e às melhores práticas do setor no Brasil.
Dados da Ademi-GO evidenciam a valorização consistente do metro quadrado na região; lançamentos recentes da Sousa Andrade Construtora corroboram o movimento. Agora, a empresa se prepara para atender à demanda por unidades ultra compactas, tipologia atualmente inexistente nos principais bairros da capital
Este tipo de empreendimento entrou na mira dos desejos de muitas famílias que buscam unir, dentro de um bairro, todas as vantagens que possui uma cidade de pequeno porte