Sem dinheiro e sem prazo para começar. Esta é a atual situação das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), sistema de transporte que deverá substituir o Eixo Anhanguera. Para resolver o problema, o governador Marconi Perillo esteve na semana passada em Brasília solicitando a inclusão do VLT de Goiânia no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A obra custará aos cofres do Estado R$ 1,1 bilhão. Segundo a assessoria do governo, a atual crise econômica dificulta a viabilização de recursos federais e estaduais necessários para o projeto sair do papel. A Concessionária Mobilidade Anhanguera, constituída para o empreendimento, informou em nota que a obra só começará após emissão da ordem de serviço pelo Estado de Goiás. A concessionária aguarda algumas providências, como a contratação de financiamento por parte do Estado de sua parcela nos investimentos, a desapropriação das áreas críticas para a implantação do VLT e a assinatura do contrato de garantias da contraprestação. A Concessionária Mobilidade Anhanguera tem 90% de participação da empreiteira Odebrecht TransPort (a empresa é, inclusive, uma das investigadas na Operação Lava Jato da Polícia Federal), e o restante de um consórcio formado pelas empresas que explora o sistema de transporte coletivo na Grande Goiânia. Serão 13,6 quilômetros que ligarão os terminais Padre Pelagio e Novo Mundo, nos extremos oeste e leste da Capital. No projeto, toda a Avenida Anhanguera será revitalizada de fachada a fachada, com novas calçadas, sinalização vertical e horizontal, acessibilidade, iluminação, mobiliário urbano, paisagismo, novo sistema de drenagem para evitar alagamentos e recuperação de oito praças, entre elas a Praça A. Alguns cruzamentos serão fechados durante sua construção, porém, segundo a empresa responsável, o trânsito terá maior fluidez, pois cada trem equivale à retirada das ruas de cerca de oito ônibus comuns ou 300 carros.
O veículo é movido a energia elétrica, que evitará a emissão de cerca de 300 toneladas de CO2 por dia. A via permanente será toda em grama, o que adicionará cerca de 100.000 m² de área de drenagem natural. Além disso, os terminais de integração e as estações serão reconstruídos. (Fonte: O Hoje)
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