Com a pandemia do novo coronavírus, muitas empresas e profissionais adotaram o home office. Segundo o IBGE, a tecnologia permitiu que, com o distanciamento social, 8,9 milhões de pessoas no país permanecessem trabalhando em casa. Há um ano, havia 1,2 milhão nessa condição.
A experiência forçada, com a ajuda fundamental da tecnologia, acabou funcionando bem para muita gente, principalmente os funcionários de setores administrativos.
Muitas empresas, como a Petrobras e a corretora XP, já anunciaram que pretendem manter a prática do trabalho remoto, ainda que em alguns dias da semana, após a quarentena. E isso já se reflete no mercado imobiliário.
O desejo de morar perto do trabalho começa a dar lugar ao sonho de viver numa casa maior, com quintal, que pode até ser em outra cidade, sem precisar dar adeus ao emprego e nem ter que enfrentar o trânsito dos grandes centros.
Essa tendência ganha força e muda o conceito de bairro nobre, tanto para morar quanto para uma empresa instalar o seu escritório. O tamanho do imóvel começa a ter mais peso na decisão de compra ou aluguel que a localização.
A venda de casas em condomínios quadruplicou em alguns empreendimentos, e os preços deste tipo de imóveis subiram 20% desde o início da Covid-19 no Brasil. Lá fora, o movimento é parecido, e há quem tema êxodo dos grandes centros como Nova York.
Fonte: O Globo
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