Partidos e bancadas se uniram no Congresso Nacional, na noite de terça-feira (18/12), para derrubar o veto total do governo ao Projeto de Lei 888/2019, do deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM). A proposta trata do patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias e do tratamento tributário às construtoras nos contratos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que acompanhou todo o processo, a quase unicidade dos parlamentares em torno do tema representa vitória para a população que necessita de mais empregos formais e de habitações de interesse social concluídas conforme o planejado. “O Congresso Nacional mostrou sensibilidade ao derrubar o veto que tanta insegurança jurídica trazia e prejudicava principalmente as famílias menos favorecidas”, afirmou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.
Confira o que o PL garante, na prática:
1. Mantém o regime especial de tributação (RET) de 1% para contratos da faixa 1 do MCMV (para famílias de baixíssima renda) assinados até 31 de dezembro de 2018, independentemente do momento do faturamento, mantendo-se o equilíbrio econômico-financeiro e evitando-se pedidos de repactuações contratuais.
– A Receita Federal, de forma equivocada, havia pedido veto total ao PL 888/2019 entendendo que o regime especial de 1% só seria aplicado as faturas ocorridas até 31 de dezembro de 2018. As construtoras estavam entrando na Justiça e ganhando as causas.
– Além de elevar os custos da produção para o governo em mais de seis vezes, a medida vinha implicando repactuação dos contratos e atrasos nas obras.
2. O PL permitirá que, a partir de 1º de janeiro de 2020, as construções de casas de interesse social para comercialização tenham a alíquota dos impostos federais reduzida de 6,73% para 4%, uma vez que o benefício do RET de 1% se encerrou em 31 de dezembro de 2018.
– A mudança promovida pelo PL é justificada pois os imóveis produzidos para o mercado em geral pagam 4%, enquanto os novos imóveis produzidos para HIS estavam sujeitos à tributação de 6,73%. Ou seja, sem o PL, se pagaria no Brasil menos imposto para construir e comercializar um imóvel de luxo do que para erguer e entregar uma casa popular.
– A medida inclui aí os imóveis do ‘Minha Casa, Minha Vida’ horizontais, as casas, que têm o limite de valor de R$ 124 mil.
3. O PL ratificou o entendimento da Justiça de que deve ser mantida a tributação de 4%, em vez de 6.73%, para contratos de incorporação imobiliária no regime do patrimônio de afetação, mesmo que a venda ocorra após a conclusão da obra.
– O entendimento da Receita Federal era de que as empresas incorporadoras só teriam o benefício do RET de 4% para as unidades comercializadas até a conclusão da obra.
O vice-presidente jurídico da CBIC, José Carlos Gama, reforça que o Projeto de Lei visa a garantia da estabilidade jurídica e tributária, especialmente para os contratos da faixa 1 do MCMV, assinados até 31 de dezembro de 2018. Ele lembra que empresas construtoras em todo o país tiveram que procurar a Justiça para manter o seu direito, obtendo ganho de causa em sua quase totalidade.
“A sociedade foi beneficiada pois isso deixou de lotar o Poder Judiciário com esses tipos de ação. O PL vem garantir estabilidade jurídica e dar condições para a retomada desses empreendimentos e para a geração de emprego, construindo moradia digna para as pessoas”, asseverou Gama.
Fonte: Agência CBIC
Publicações relacionadas
Evento reúne especialistas do mercado para discutir certificações, financiamento verde, industrialização e experiências práticas de sustentabilidade na construção civil.
Incorpora ABRAINC 2026 chega à 9ª edição como principal fórum presencial da incorporação imobiliária
Evento reúne lideranças do setor para discutir cenários, desafios e estratégias que devem orientar a incorporação imobiliária brasileira em 2027.
Nomeado a partir de sua inspiração, empreendimento Bauhaus terá interiores com peças de Oscar Niemeyer, Sérgio Rodrigues, Jorge Zalszupin e Ricardo Fasanello; ainda em construção, prédio está localizado na esquina mais emblemática de Goiânia, em frente ao Parque Vaca Brava
Evento promovido pelo Sinduscon Goiás reúne especialistas para discutir certificações, sustentabilidade, critérios ESG e novas possibilidades de acesso ao crédito para empreendimentos da construção civil.