Enquanto no segundo trimestre o PIB (Produto Interno Bruto) caiu 9,7%, a queda do PIB da construção brasileira foi menor, de 5,7%, na comparação com o primeiro trimestre. Os dados foram divulgados em 1º de setembro pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o PIB nacional declinou 11,4%, a maior queda desde 1996. Na mesma comparação, o PIB da construção caiu 11,1%.
Na análise do vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, a queda do PIB da construção no segundo trimestre foi ocasionada principalmente pela diminuição da ocupação informal e do consumo de materiais, uma vez que a construção formal foi menos afetada e seguiu majoritariamente em atividade. “Certamente uma queda tão expressiva não se repetirá no terceiro trimestre, em função da retomada da ocupação e do consumo de materiais, alavancado pelo auxílio emergencial”, comenta.
Menos afetado, o PIB das atividades imobiliárias registrou um crescimento de 0,5% no segundo trimestre, na comparação com o primeiro, enquanto o PIB do setor de serviços como um todo declinou 9,7%. Em relação ao mesmo trimestre de 2019, o PIB deste segmento aumentou 1,4%, contra uma queda de 11,2% nos serviços.
A taxa de investimento no segundo trimestre de 2020 foi de 15% do PIB, abaixo dos 15,3% registrados no mesmo trimestre de 2019.
A Formação Bruta de Capital Fixo recuou 15,2% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano passado.
Fonte: Sinduscon-SP
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