Em um mercado dominado por gigantes, pequenas incorporadoras e construtoras conseguem fazer uma diferenciação em seu modelo de negócios justamente pela estrutura mais enxuta. Sem o formato de lançamento em massa e produção de projetos pré-fabricados, elas operam em um modo com maior velocidade na aprovação dos detalhes, liberdade para criações arquitetônicas autorais e proporcionam ao consumidor a chance de morar em um prédio ou casa customizada e com referências estéticas próprias.
As pequenas e médias não só ocupam uma fatia importante do segmento imobiliário da cidade de São Paulo como também têm maior facilidade para encontrar espaços físicos para construção. De acordo com o CEO da Paes & Gregori Incorporadora, Guilherme Gregori, uma das vantagens de ter uma construtora com tamanho menor é que eles podem focar em terrenos menores e que ficam em lugares que a maioria das concorrentes não leva em consideração.
“Existe no mercado imobiliário um efeito manada em que muitas empresas estão disputando a mesma área. Nós estamos fora desse movimento. Quando eu ofereço um projeto de valor geral de venda a R$ 70 milhões, por exemplo, a concorrência nem olha pra mim. E isso é ótimo, cada um atuando no seu nicho, porque tem projetos que, sem dúvida, eu não tenho a menor capacidade de tocar por causa do meu tamanho”, afirma.
Essa é uma estratégia que também fez parte do escopo de planejamento da construtora Sequência na época em que ainda atuava com a construção de empreendimentos próprios – a última foi um loteamento com 86 casas em 2016. O diretor de obras, Alexandre Mariutti, reforça que, como a cidade está muito ocupada, os terrenos maiores e em áreas mais nobres estão cada vez mais escassos, o que gera uma alta substancial nos preços. “O ideal é atacar os terrenos médios e pequenos, que não interessam para essas grandes do mercado e acabam servindo perfeitamente aos interesses das pequenas empresas”, explica.
De faturamento e valor geral de venda a quantidade de lançamentos, a nomenclatura que classifica as empresas de acordo com seus portes é relativa, segundo o professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie Valter Caldana. Para ele, incorporadoras que lançam até quatro empreendimentos por ano podem ser chamadas de pequenas, a partir de cinco já são médias, e as grandes são as que têm capital aberto.
O professor avalia que buscar áreas que ainda tenham um gargalo de construção e focar em determinadas regiões é uma característica muito presente entre as menores. Para ele, esse segmento se divide em dois grupos: um que se dedica a criações que valorizam a qualidade do design e da arquitetura autoral – como IdeaZarvos e MaxHaus – e outro que é formado por empresas mais tradicionais e focam em regiões específicas da cidade.
“O perfil desse segundo grupo é de empresas familiares, que normalmente já existem há 20, 30 anos e atua em nichos específicos de mercado, sobretudo no ponto de vista regional. Elas carregam a vantagem de conhecerem profundamente o público-alvo e de construírem uma credibilidade como negócio, mas, por outro lado, muitas vezes acabam sendo obrigadas a reproduzir modelos de construção que eventualmente não respeitam aspectos importantes e característicos do local”, comenta.
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Fonte: Estadão
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