Em decisão unânime e histórica, o Copom - Comitê de Política Monetária - do Banco Central cortou a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, de 3,75% para 3% ao ano. É o menor patamar desde o início da série, em 1996. O comitê argumenta que, neste momento, a economia requer "estímulo monetário extraordinariamente elevado", mas deixou em aberto a possibilidade de novos cortes nos juros. A trajetória fiscal ao longo do próximo ano será decisiva "para determinar o prolongamento do estímulo", explicou o comitê.
De acordo com o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Roberto Elias, este novo corte de juros é muito bem-vindo e vem de encontro às medidas positivas tomadas por parte do governo. “Com os juros baixos, a oferta de crédito fica mais abundante, o que vem favorecer um bom momento ao setor imobiliário”, ressalta.
Vice-presidente da entidade, Fernando Razuk explica que os juros baixos tendem a manter o crédito imobiliário barato e, com isso, o valor da parcela fica menor, pesa menos no orçamento e facilita a compra do imóvel. “E quando se tem uma redução do valor da parcela, existe um aumento da demanda. Então, mesmo neste cenário adverso, esta ação deve manter o mercado imobiliário com certo aquecimento, o que torna o momento propício para a compra do imóvel”, pontua.
Pesquisa FipeZap do mês de abril aponta um aumento de 0,20% no preço dos imóveis residenciais em 50 cidades monitoradas, sem considerar a inflação. Entre janeiro e abril, os valores dos imóveis acumulam alta nominal de 0,69%. Já nos 12 meses encerrados em abril, o avanço é de 0,31%.
Em abril, o preço médio de venda dos imóveis chegou a R$ 7.277 por metro quadrado (m²) entre as 50 cidades monitoradas. Dentre elas, Rio de Janeiro se manteve como a capital monitorada com o preço mais elevado (R$ 9.311/m²), seguida por São Paulo (R$ 9.078/m²) e Brasília (R$ 7.422/m²). Já entre as capitais monitoradas com menor valor médio de venda residencial por m², figuraram: Campo Grande (R$ 4.197/m²), Goiânia (R$ 4.303/m²) e João Pessoa (R$ 4.306/m²).
Fonte: Assessoria
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