Em defesa do modelo econômico do governo Dilma Rousseff, a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, declarou durante o workshop Políticas Habitacionais Permanentes ? Desafios e Avanços, realizado esta semana em São Paulo, que a decisão de priorizar a construção de casas populares não foi acidental. ?Tenho a clareza de que estamos mudando estruturalmente a questão da desigualdade no País e sei que a criação de uma faixa intermediária, que temos chamado internamente de 1 ½ , irá beneficiar uma boa parcela da população?, afirmou. Questionada sobre a transformação do Minha Casa, Minha Vida em política de Estado, a secretária afirmou já considerá-lo um programa perene, dado que está regulado em lei e consta do PPA (Plano Plurianual). ?Considero este um compromisso permanente. O caminho é longo, mas acreditamos que somos capazes de fazê-lo?. Com relação à capacitação dos municípios e cumprimento de compromissos referentes ao programa, Inês disse que hoje o governo trabalha com uma matriz de diagnóstico que já estabelece as necessidades sociais que um futuro empreendimento exigirá. Os que não cumprem as exigências mínimas ficam impedidos de realizar novas contratações. De acordo com ela, é preciso rever o pacto federativo para ampliar a colaboração entre as esferas municipal, estadual e federal.
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