Consumidor, em Goiânia, encara a maior inflação em 20 anos. Pressionada por altas na habitação, transportes, educação e saúde, a inflação de Goiânia, no acumulado do ano, bateu recorde na última década e chegou a 10,67%, índice pouco inferior ao registrado no mesmo período em 1995, que atingiu 11,13%, o mais alto até então. Nos últimos 12 meses, o IPC foi de 12,97%. No País, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em outubro alcançou a maior taxa acumulada em 12 meses, de 9,93%, desde novembro de 2003, quando estava em 11,02%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a variação de preços de 0,82% detectada no mês foi o maior resultado para meses de outubro desde 2002, quando o IPCA atingiu 1,31%. De janeiro a outubro de 2015, a taxa acumulada de 8,52% foi o maior resultado desde 1996, quando estava em 8,70%. A inflação registrada de janeiro a outubro de 2014 foi de 5,05%.
Os combustíveis foram os maiores vilões da inflação de outubro. A alta de preços chegou a 6,09% e representou o maior impacto para o IPCA do mês, segundo o IBGE. A contribuição foi de 0,30 ponto porcentual, o equivalente a 37% do resultado do índice. Os combustíveis têm um peso de 4,89% no IPCA. A gasolina ficou 5,05% mais cara em outubro, um impacto de 0,19 ponto porcentual para a taxa de 0,82% do IPCA do período. A gasolina subiu como reflexo do reajuste de 6,00% autorizado nas refinarias a partir de 30 de setembro. O aumento do etanol em outubro foi de 12,29%, uma contribuição de 0,10 ponto porcentual no IPCA do mês. Nos últimos doze meses, os preços do litro do etanol aumentaram 16,98%. Goiânia tem a alta mais expressiva, de 24,16%, enquanto Recife tem a menor, de 5,52%. Já os preços do diesel subiram 3,26% em outubro, refletindo o reajuste de 4,00% nas refinarias, também a partir de 30 de setembro. (Fontes: O Hoje e O Estado de S. Paulo)
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