O consórcio formado pelas empresas Inypsa e Cobrape entregou a versão final do Plano Estadual de Recursos Hídricos do Estado de Goiás (PERH-GO), documento que tem o objetivo de nortear a gestão da água em Goiás. Para garantir que não falte água para o desenvolvimento do Estado, o Plano propõe vários programas para fortalecimento do sistema gestor do recurso, tais como a realização de obras de infraestrutura, melhoria da gestão e envolvimento social. O investimento previsto para a implantação do PERH é de R$ 5,53 bilhões até 2035, período de vigência do plano. A grande maioria dos recursos financeiros tem como destino projetos e obras: R$ 5,31 bilhões, o que equivale a 96% do total. Esses valores devem ser aplicados em serviços de melhoria no saneamento ambiental por meio de ampliação do abastecimento urbano e aumento da coleta e tratamento de esgotos urbanos, além da extensão da infraestrutura hidráulica com construção de barragens e projetos de transposição de peixes. A melhoria da gestão dos recursos hídricos vai custar R$ 171,34 milhões. O incremento das bases de gestão foi orçado em R$ 64,38 milhões. Para melhorar a gestão, o valor será destinado, por exemplo, na ampliação da estrutura de monitoramento hidrológico, hoje a quantidade de estações está aquém do ideal. Os comitês de bacia hidrográfica serão beneficiados com este valor para aparelhamento. O superintendente de recursos hídricos da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima) e presidente do Comitê da Bacia do Rio Paranaíba, Bento de Godoy, considera o plano um grande “avanço” e está otimista com a sua aplicação. “A maioria são investimentos que têm que ser feitos pelas companhias de saneamento, mais pela Saneago, e o dinheiro vem de várias fontes, podem ser investimentos próprios da companhia e aportes do governo federal e do Estado ou Banco Mundial além do Ministério das Cidades”, explica. (Fonte: O Hoje)
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