A Câmara dos Deputados restringiu as doações de empresas privadas a partidos, proibindo as feitas diretamente a candidatos. A decisão precisa ser confirmada em nova votação na Casa e também pelo Senado. A decisão foi resultado de manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Para boa parte dos parlamentares, a aprovação foi a saída encontrada para evitar que o STF, que já começou a votar a questão, decida pelo Congresso. Ao emendar a Constituição, a Corte não poderia mais alegar inconstitucionalidade da matéria. Alguns partidos protestaram, porque o financiamento de campanhas políticas feito por empresas havia sido derrotado na noite anterior. A proposta-gambiarra, apresentada ontem (27) pelo PRB, foi aprovada em primeiro turno por 330 a 141 votos. Para ser encaminhada ao Senado, a matéria ainda precisa ser apreciada em segundo turno. O texto aprovado estabelece que “os limites máximos de arrecadação e gastos de recursos para cada cargo eletivo serão definidos em lei”. De sua parte, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, prometeu liberar no fim de junho seu voto sobre a legalidade das doações de empresas a campanhas eleitorais. Ele pediu vista do processo em abril de 2014 e, por ainda não ter concluído seu voto, recebeu a crítica contundente de entidades defensoras da reforma política. Como o STF entrará em recesso em julho, o mais provável é que o julgamento seja retomado no segundo semestre. Quando o julgamento foi interrompido, seis dos 11 ministros do STF já tinham votado pelo fim da possibilidade de pessoas jurídicas injetarem dinheiro em campanhas eleitorais. Cinco defenderam a mudança e apenas um foi favorável à possibilidade da contribuição de empresas. Além de Gilmar, três ministros ainda votarão. Se não houver mudança de ideia e o tribunal concluir o julgamento no segundo semestre, as empresas ficarão impedidas de contribuir para campanhas e candidatos já nas eleições de 2016. (Fontes: o Globo e Estado de Minas)
Publicações relacionadas
Inauguração do tradicional espaço de convivência da CMO Construtora terá comidas variadas, encontro de motociclistas e entrada gratuita, nesta quarta-feira (02/09)
Entre pais que inspiraram filhos e filhos que abriram caminho para os pais, histórias de famílias ligadas ao mercado imobiliário revelam relações que vão muito além do trabalho
Conselho Jurídico da CBIC debate industrialização, desafios regulatórios, relações de trabalho e medidas para ampliar a segurança jurídica e a produtividade do setor.
Com população idosa em crescimento acelerado, incorporadoras investem em soluções que unem acessibilidade, autonomia e design para atender ao público 60+