O setor da construção civil já opera perto da normalidade. Uma pesquisa da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrinc) revela que, na semana passada, obras de 97,7% dos empreendimentos imobiliários seguiam normalmente no país. O levantamento realizado em 7 de agosto mostra ainda que a incidência do novo coronavírus entre trabalhadores das empresas do setor é de apenas 0,6%.
A pesquisa indica que o número de obras paradas diminuiu na comparação com um mês atrás, quando o percentual estava em 3,5% – conforme pesquisa de 10 de julho. O levantamento da entidade ouviu 40 empresas do setor, que, juntas, tinham apenas 19 empreendimentos parados na semana passada.
O presidente da entidade, Luiz Antônio França, explica que os poucos empreendimentos parados estão em cidades com decisões que impedem o retorno ao trabalho. “São municípios que ainda entendem que há risco. Estamos conversando com essas autoridades sobre a segurança dos trabalhadores. As nossas estatísticas mostram que nosso esforço de proteção ao trabalhador está dando certo”, diz França.
As práticas mais comuns de prevenção à pandemia – como fornecimento de material específico de proteção, reforço de higiene, horários escalonados e medição de temperatura – foram adotadas por todas as empresas ouvidas pela pesquisa. Um quinto das construtoras ouvidas também passou a oferecer transporte especial para os trabalhadores.
Essas medidas, segundo o presidente da entidade, diminuíram o risco de contaminação. Na semana passada, entre os quase 65 mil trabalhadores das empresas ouvidas, apenas três estavam internados – o que representa 0,005% do grupo.
“São números que nos surpreenderam positivamente. O que nós fizemos no início da pandemia transformou os canteiros em locais mais seguros”, diz França, ao lembrar que o fato de os canteiros serem locais abertos também ajuda na prevenção.
2020 na Construção Civil
O presidente da entidade avalia que o setor passa relativamente bem pela crise gerada pela pandemia. No segmento de baixa renda, o setor deve terminar o ano maior que o visto no ano passado. Já a média renda sofreu um pouco mais, principalmente no começo da pandemia, e França prevê uma retomada mais lenta. Mesmo assim, avalia que o segmento médio pode terminar o ano “no zero a zero” na comparação com 2019.
Dados do Banco Central mostram que o crédito, que é um dos motores do mercado imobiliário, quase ignora a crise. Em 12 meses até junho, o total de financiamentos para compra de imóveis cresceu 8,4% no Brasil e a carteira de empréstimos segue batendo recordes seguidos.
Diante desse momento relativamente positivo, o presidente da entidade chama atenção para algumas prefeituras que, diante da pandemia, não têm conseguido aprovar novos projetos.
“Essa é uma grande preocupação. Se você tem uma obra que está para terminar, é preciso ter outro projeto para começar e, assim, não desempregar. Estamos em conversas com essas prefeituras para aprovação dos projetos para que gente possa manter e até contratar mais trabalhadores no segmento”, diz.
Fonte: CNN Brasil
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