Enquanto o Brasil fechou 10.984 vagas com carteira assinada em junho, o setor da construção civil criou 17.270 novos empregos. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados na terça-feira (28) pelo Ministério da Economia.
De acordo com o Caged, a construção civil registrou 113.162 admissões e 95.892 demissões no mês de junho. Foi o melhor resultado para o setor desde fevereiro, quando 25.837 novas vagas foram geradas. Além disso, foi o primeiro saldo positivo após o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus.
As admissões cresceram 29,29% ao passarem de 87.526 trabalhadores em maio para 113.162 trabalhadores em junho. Por outro lado, as demissões recuaram 11,60%. Isso significa que em maio foram registradas 108.476 demissões no setor, enquanto, em junho, foram 95.892.
Na avaliação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, embora a duração e os efeitos da pandemia ainda sejam incertos, ao que tudo indica o pior já ficou para trás. “Os números do Caged vêm se somar a uma série de outros indicadores que têm mostrado a recuperação e a força do setor para gerar empregos e puxar a retomada econômica do país. Simplesmente nos deram condições e prazo para pagar, mantiveram nossos contratos, e nós respondemos de forma positiva”, disse.
A construção civil vem realizando esforço para manter o ritmo de sua atividade e contribuir com o processo de recuperação da economia. Além dos números do novo Caged, os dados do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) comprovam isso. De acordo com o Ministério da Economia, o programa realizou, até 27/07, 14,8 milhões de acordos, sendo quase 44% para a suspensão do contrato de trabalho (6,5 milhões). Desagregando por setor de atividade, a construção civil aparece com cerca de 359 mil acordos celebrados, ou seja, 2,42% do total, demonstrando a importância das atividades do setor. Caso não tivesse acontecido paralisação de atividades da construção em algumas localidades, esse número seria ainda menor.
No contexto dos resultados positivos para a construção civil, é preciso destacar ainda o incremento no financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Conforme os dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o número de unidades financiadas com recursos do SBPE no primeiro semestre de 2020 correspondeu a 160,7 mil unidades. Foi o melhor resultado para o período desde 2015. O volume de empréstimos avançou 28,6% na comparação dos primeiros seis meses de 2020 em relação a igual período de 2019, atingindo R$ 43,35 bilhões.
O mês de junho de 2020 também foi o melhor mês dos últimos quatro anos em contratações de financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal, que detém 70% do mercado.
Fonte: Agência CBIC
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