O ritmo de aumento do Índice Geral de Preços do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) voltou a desacelerar em julho, variando 0,29% no mês, ante os 0,55% registrados em junho. A variação acumulada em 12 meses, de 10,06%, ficou estável em relação à registrada no mês anterior, interrompendo a aceleração ocorrida desde o início de 2019.
O indicador é da Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), que pesquisa as variações de preços nominais de imóveis residenciais novos em dez capitais.
Em julho, os preços destes imóveis se elevaram em São Paulo em 0,59%, mantendo em 15,60% o aumento no acumulado de 12 meses registrado no mês anterior.
Na sequência, registraram majorações em julho, na comparação com junho, os preços em Curitiba (0,39%), Belo Horizonte (0,32%) e Salvador (0,19%). Houve praticamente estabilidade no Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília e Fortaleza, e quedas no Recife (-0,06%) e em Porto Alegre (-015%).
No acumulado de 12 meses encerrados em julho, as maiores elevações depois de São Paulo foram em Curitiba (10,41%), Brasília (10,36%), Salvador (10,23%) e Goiânia (10,10%). Na sequência, vêm os aumentos em Porto Alegre (9,45%), Fortaleza (4,96%), Belo Horizonte (4,80%) Rio de Janeiro (3,46%) e Recife (2,89%).
Segundo a Abecip, a combinação da desaceleração das variações nominais nos preços dos imóveis residenciais com algum aumento nas taxas dos índices dos preços ao consumidor nos últimos meses acarreta uma desaceleração no ritmo da recomposição dos preços reais dos imóveis.
Na avaliação da entidade, no contexto da recessão resultante dos efeitos da pandemia, esse resultado pode ser considerado relativamente positivo em relação ao restante da maioria dos setores da atividade econômica, como vem sendo observado em sondagens de expectativas do setor de construção em relação ao resultado do ano de 2020.
Uma retomada mais robusta do setor continua sendo favorecida pela melhora nas condições de financiamento por um lado, mas ainda enfrenta as incertezas que afetam negativamente o mercado de trabalho e a confiança dos consumidores por outro, conclui a associação.
Fonte: Sinduscon-SP
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