O mercado brasileiro de cimento mantém-se aquecido no início de 2021. As vendas do produto em janeiro no mercado interno totalizaram 5,03 milhões de toneladas, o que representou aumento de 10,1% sobre igual mês do ano passado, informou o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).
De acordo com o SNIC, os principais fatores de consumo da atividade no mês foram as condições climáticas favoráveis, a manutenção das obras imobiliárias e as últimas liberações do auxílio emergencial apoiando a autoconstrução. Um ano atrás, a baixa performance de vendas se deveram às fortes chuvas. Assim, a base comparativa é fraca, o que favoreceu o desempenho deste ano.
A venda por dia útil foi de 223,6 mil toneladas, aumento de 7,3% ante o mês anterior (dezembro/2020) e de 17,5% em relação a um ano atrás. Esse indicador que considera o número de dias trabalhados tem forte influência no consumo de cimento, pontua o SNIC.
Segundo a entidade, a região Norte foi a única que registrou queda de vendas de cimento (de 14%) em janeiro, devido ao agravamento da crise sanitária, com restrições de circulação e a consequente desaceleração das atividades econômicas, em especial a da construção civil.
“A expectativa é de que o baixo desempenho do primeiro quadrimestre do ano passado seja uma referência sobre o qual tenhamos resultados mais vigorosos até abril deste ano. O grande desafio do setor em 2021 será superar a performance que tivemos a partir de maio, responsável em nos trazer de volta ao patamar de comercialização de 60 milhões de toneladas, equivalente as vendas anualizadas em meados de 2016”, afirmou Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC.
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