Entidades representantes do setor produtivo mobilizam população e vereadores contra proposta que prevê reajuste de mais de 100% no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano em Goiânia. Representando mais de 20 entidades empresariais e trabalhadores, o Fórum Empresarial e o Fórum da Habitação de Goiás criticam a apresentação do projeto em plenário sem que haja discussão da planta de valores que será utilizada no novo cálculo, bem como o aumento de 112% do valor mínimo cobrado às famílias de baixa renda. Além disto, alinham que, após um ano de baixo rendimento, as micro, pequenas e médias empresas - que hoje correspondem a 90% das empresas filiadas às entidades - terão aumento superiores a estes, o que as tornam mais suscetíveis a falências. Em endosso à crítica, a Acieg lembra que a economia brasileira estagnou em 2014. E registra: ?Em agosto, alguns economistas chegaram a afirmar que o País entrava em recessão técnica. Mesmo em situação mais confortável do que os demais Estados brasileiros, Goiás também sentiu o peso do baixo crescimento: o comércio goiano teve a 3ª maior queda do Brasil e as famílias estão cada vez mais endividadas. A indústria goiana também está crescendo abaixo de 2% ao ano e, segundo o Ministério do Trabalho, boa parte dos empregos registrados em Goiás está ocorrendo no interior.? Na avaliação da entidade, ?o cenário nada promissor não foi suficiente para que a Prefeitura de Goiânia tentasse resolver sua situação econômica onerando ainda mais o contribuinte, independente de sua classe econômica.? Empresários, entidades e membros do Fórum Empresarial e Fórum da Habitação de Goiás vão acompanhar a audiência pública na Câmara nesta terça-feira para cobrar explicações da Prefeitura sobre as alterações das novas alíquotas. O presidente do Sinduscon e membro do Fórum Goiano da Habitação, Carlos Alberto de Paula Moura Júnior, questiona a falta da planta de valores. Segundo ele, a atualização da planta de valores é necessária, mas estaria sendo feita de forma obscura e sem debate com a população. A presidente da Acieg e integrante do Fórum Empresarial, Helenir Queiroz, diz que as entidades devem se engajar para mostrar para a população que o que vai ser feito tem intenção clara de arrecadação. ?Não é uma mudança que afeta somente os mais ricos, mas a população inteira. O menor dos aumentos será de 100%?, afirma. (Fontes: Imprensa Acieg, O Popular)
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