O IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) registrou alta de 2,58% em janeiro, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) na quinta-feira (28). Em 12 meses, a variação acumulada é de 25,71%. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. Também entram na conta o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).
Segundo a FGV, o resultado foi impulsionado pelo aumento nos preços das commodities e dos combustíveis, o que pressionou o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que atingiu 3,38% no mês, ante 0,90% em dezembro.
"A variação apresentada pelo minério de ferro (4,34% para 22,87%) foi a maior influência positiva do índice ao produtor, que registrou alta de 3,38%, a maior taxa de variação desde novembro de 2020, quando havia subido 4,26%”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve alta de 0,41% em janeiro, ante 1,21% em dezembro. De acordo com o levantamento, 4 das 8 classes de despesa do índice tiveram decréscimo.
A principal contribuição partiu do grupo Habitação, que desacelerou de 2,11% para 0,04%. Na mesma classe de despesa, a FGV chama a atenção para tarifa de eletricidade residencial, que passou de 8,59% em dezembro para -1,06% em janeiro.
Fonte: Folha de S.Paulo
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