Um buraco de 2mm (um pouco maior do que a cabeça de um alfinete) em um cano desperdiça até 3.200 litros de água em um dia. Essa quantidade de água, além de ser um gasto totalmente desnecessário, seria suficiente para suprir as necessidades de água para beber de uma família de 4 pessoas por cerca de um ano e um mês. Em um mês, o desperdício desse pequeno vazamento pode chegar a 96.000 litros, suficientes para suprir as necessidades de água potável dessa família por quase 33 anos. Os dados são do Instituto Akatu, organização voltada à educação e conscientização para o consumo consciente, e mostram a importância de um profissional lembrado, na maior parte das vezes, somente quando o cano estoura: o encanador. Pois bem, em uma época em que a água vem se tornando um recurso escasso, eles ganham cada vez mais importância e passam a ser promotores da sustentabilidade. Sábado, 27 de setembro, eles comemoram o seu dia. Encanador há três anos, Luiz Carlos Saraiva, de 28 anos, sabe bem o que é conviver com a falta de água. Ele conta que, em Guapó, sua cidade, falta água toda semana. ?Por isso, a gente se preocupa com o desperdício?, diz. No seu dia a dia, procura desenvolver com muita atenção o ofício de fazer as instalações da tubulação no edifício que está construindo, o Residencial New Liberty, da Dinâmica Engenharia, no Setor Jardim Atlântico. ?A gente tem de fazer tudo corretamente para evitar vazamento lá na frente. Não podemos forçar os canos para uma direção, senão eles trincam. Os cortes precisam ser retos para não dar problemas com encaixes?, conta. Cosmo Rodrigues, de 24 anos, também encanador, concorda com o colega. Além de trabalhar na obra do New Liberty, ele também faz serviços particulares. E quanto é chamado, advinha qual é o motivo dos chamados? ?Mais da metade são problemas de vazamento. Muitas vezes, eles são ocultos e levam tempo para aparecer. Com isso, além do desperdício, estraga a pintura e o rejunte do imóvel?, conta. Por isso, ele bem sabe o valor de seu trabalho. ?O ser humano precisa da água para sobreviver. E a natureza também?, arremata.
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