O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortou a Selic (taxa básica de juros) depois de um período de 16 meses de estabilidade. A decisão de cortar a Selic em 0,5 ponto percentual (p.p.) foi unânime. Com isso, a taxa de juros chegou ao seu menor patamar histórico, 6%.
O anúncio foi realizado na quarta-feira (31) após a 224ª reunião do conselho. Com a redução, a tendência é de que os bancos também diminuam suas taxas de juros para empréstimos. As reuniões são realizadas a cada 45 dias.
Com a inflação controlada e a aprovação da reforma da Previdência, em primeiro turno na Câmara dos Deputados federais, o mercado já projetava a redução. Porém, a dúvida pairava sobre se a queda seria de 0,25 p.p. ou 0,5 p.p..
O Grupo Consultivo Macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), avaliou que o cenário do país está favorável para a redução da Selic. "A inflação abaixo da meta e o baixo dinamismo da atividade econômica em um ambiente mais construtivo, principalmente após a aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno, contribuem para que os juros atinjam níveis mais baixos, o que pode permitir o reaquecimento do consumo e dos investimentos”, afirma Fernando Honorato, presidente do grupo da Anbima.
De acordo com o Copom, o cenário econômico das principais economias mundiais, as expectativas de inflação para os próximos anos (2019, 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 3,8%, 3,9%, 3,75% e 3,50%, respectivamente) e a taxa de câmbio contribuíram para a decisão de corte da Selic.
Projeções
Na última reunião do Copom, em junho, o comitê já havia sinalizado que, caso a reforma avançasse, a Selic poderia cair. Para este ano, a meta central de inflação é de 4,25%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o índice pode ficar entre 2,75% e 5,75%).
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Anbima já projetam novas quedas da Selic até o final de 2019. Em junho, economistas avaliavam que os juros deveriam encerrar este ano em 5,75%. Agora, a projeção passou para 5,25%, devido ao anúncio do Copom que reduziu de 6,5% para 6% a taxa básica de juros.
"A queda dos juros é importante para estimular o consumo das famílias e os investimentos das empresas e reativar a economia. Para a indústria, os juros podem cair para 5,25% ao ano no fim de 2019, o menor patamar da história", explica o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.
Bancos já reduzem suas taxas de juros
O Banco Central usa a Selic para controlar a inflação. Quando ela está em alta ou acima da média projetada, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros bancários também tendem a subir, o que freia o crédito e o consumo. Com isso, a inflação cai.
Os reflexos do corte da Selic nesta quinta (31/7) já estão repassados pelos bancos. Em comunicado à imprensa, a Caixa anunciou que, a partir desta quinta-feira (1º/8) vai oferecer taxas mais baixas em algumas de suas principais linhas de crédito. O cheque especial para pessoa física e jurídica terá taxa máxima de 9,99% ao mês; o crédito pessoal estará disponível para contratação a partir de 2,29% a.m.; e o capital de giro, a partir de 0,95% a.m..
"A depender do nível de relacionamento dos clientes, os descontos nas taxas de juros podem ser ainda maiores. Iniciativa precursora no mercado bancário, as novas taxas valem para atuais e novos clientes", explicou a Caixa em nota.
O Banco do Brasil também anunciou redução na nas taxas praticadas a partir de segunda-feira (5/8). Nas linhas de financiamento imobiliário para pessoa física, as taxas mínimas passarão de 8,49% para 8,29% ao ano, na aquisição PF-SFH (Sistema Financeiro de Habitação), e de 8,85% para 8,65% ao ano na linha aquisição PF-CH (carteira hipotecária). A taxa mínima das linhas de financiamento de veículos novos e seminovos, contratados pelo mobile passará para 0,84% ao mês, ante 0,88% ao mês cobrados até então. Já para as linhas de empréstimo pessoal sem garantia, a taxa mínima será reduzida de 2,99% para 2,95% ao mês. No cheque especial, a taxa mínima passará de 1,99% para 1,95% ao mês.
Fonte: Folha de S. Paulo
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