Tendência já consolidada em São Paulo e grandes metrópoles do mundo, nos últimos anos os apartamentos compactos têm atraído cada vez mais os goianos. Uma pesquisa realizada pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO) mostrou que esse tipo de imóvel foi a escolha de 1.636 consumidores em 2020, uma estatística cinco vezes maior que a do ano anterior, quando foram comercializados apenas 347 apartamentos com apenas um quarto em 2019.
Segundo o especialista em mercado imobiliário e diretor URBS Trend, Francisco de Paula, a tendência vai de encontro aos novos hábitos de vida dos goianos, cuja rotina está cada dia mais acelerada. “Grandes espaços não estão entre as prioridades de quem passa a maior parte do tempo fora de casa. Um apartamento menor pode oferecer ao morador mais tempo para viver”, diz.
Entre os benefícios dos compactos estão a localização centralizada, a proximidade a comércios e centros empresariais, menos tempo para manutenção, menor investimento em mobília e decoração, redução de custos como energia, água, entre outros. Além disso, eles normalmente são completos em serviços e lazer nas áreas comuns: vem com lavanderia, com office, academia, store de conveniências, entre outras.
Localizados em regiões centrais e mais nobres da capital, os compactos atraem principalmente jovens solteiros e recém-casados, que buscam economizar tempo de trajeto até o trabalho, por exemplo. Segundo Francisco, em Goiânia, esse tipo de imóvel possui em torno de 34 a 38 m².
A tendência desses apartamentos compactos criou um nicho voltado para o público jovem adulto e para investidores, aponta o especialista. Esses jovens, geralmente, possuem menos de 30 anos, emprego fixo, saíram da casa dos pais para morar sozinhos, mas ainda não constituíram família.
Já os investidores, viram uma oportunidade de diversificar seus investimentos com as altas tendências de aluguéis por temporada.
Metro quadrado
O crescimento das cidades também é um fator que proporcionou o crescimento na curva de vendas dos compactos. “Na medida em que a ocupação urbana acontece, diminuem as áreas disponíveis, especialmente nas melhores localizações, o que pressiona o preço dos imóveis para cima. Com isso, os imóveis menores passam a ser procurados porque custam menos”, diz.
Apesar de custar menos, o metro quadrado de um apartamento compacto hoje na capital custa entre R$ 8 mil e R% 9,5 mil, mensura o diretor da URBS Trend. É mais comum que esses apartamentos estejam localizados nas regiões mais nobres de Goiânia e região, como o Setor Marista, Bueno, Jardim Goiás e Alto da Glória. Por isso, o valor é maior do que o metro quadrado de um imóvel com dois quartos nos mesmos bairros - que sai a partir de R$ 7,5 mil ao consumidor, segundo o especialista. “Essa tendência de o metro quadrado dos compactos ser maior do que os maiores, com metragem de 60 m² e 120 m². é observada em pelo menos 10 capitais”, diz.
O especialista faz uma ressalva. “É importante lembrar que, se o comprador pretende aumentar a família nos próximos anos, comprar um apartamento compacto não é uma boa escolha. Há exceções, mas na maior parte das vezes eles não possuem mais que dois quartos, o que para uma maior quantidade de pessoas acaba diminuindo bastante o conforto. Outro fator negativo, e que vai contra uma tendência global também, é que nesses espaços menores é mais difícil ter um pet”, completa o especialista.
Fonte: Assessoria
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